segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Mundo encantado dos corruptos



Este blog interrompe a sua emissão habitual para falar um pouco sobre um assunto sério que anda a massacrar a cabeça ao seu autor, ou seja, eu.

Deixo aqui estas três notícias:

Ex-presidente de associação de estudantes processada por desvio de fundos (IOL)

Ex-presidente de associação de estudantes diz-se tranquila (Sol)

Controvérsia marca eleições na Faculdade de Letras do Porto (vídeo de notícia da RTP)

Segundo os resultados de uma auditoria externa entre má gestão e. possivelmente, corrupção a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da UP foi lesada nuns bons milhares de euros... Nada que me surpreenda, não só porque fui dirigente associativo mas porque a pessoa em questão é uma velha conhecida.

A propósito de um post em que assumi explicitamente o meu passado associativo discutiu-se a má imagem dos dirigentes associativos na sociedade e eu acabei por concordar que, de facto, essa imagem tem razão de ser. Estas notícias vêm comprovar isso mesmo. Por mais que lutemos, por muito que façamos, por mais coerentes que procuremos ser haverá sempre casos destes a manchar a reputação de quem leva o associativismo/voluntariado a sério.

Muito pior do que a destruição da imagem dos dirigentes associativos são as conclusões que podemos tirar deste tipo de coisas. Estou convencido que a minha (nossa) geração não vai contribuir com muito mais do que este tipo de escumalha para o desenvolvimento da sociedade. Não me estou a referir à menina da notícia, porque essa, em termos políticos já está queimada demais para ser mais do que Presidente da Junta. A sua inteligência também não lhe permite almejar voos mais altos (será uma bem sucedida empresária da noite e pouco mais, mas já nem digo nada)...

Se o Mundo não acabar entretanto por causa do aquecimento global ou por nos termos comido uns aos outros ou se Deus me der saudinha para chegar até lá, quando tiver 50 anos vou olhar para o passado e sentir vergonha da minha geração. Estamos a deixar para trás as pessoas com valor, em detrimento dos graxistas, dos lambe-botas e dos corruptos. A bajulação é valorizada em detrimento da coragem, da rebeldia e da genuinidade. Somos uma geração de meninos das jotas que nunca fizeram nada pela vida e que através de falinhas mansas, facadas nas costas e favores mais ou menos lícitos conseguiram subir por aí fora até se tornarem "cidadãos respeitáveis". Cidadãos que vão ter assento nos Conselhos de Administração das empresas e estabelecer contacto com as mais altas individualidades, desde o Presidente dos EUA, passando pelo papa, até à Máfia Napolitana. São esses meninos que vão conseguir ter tanto dinheiro que vão comprar a sua própria justiça, como quem vai ao Supermercado comprar latas de atum. São esses meninos que vão subindo uma escada de favores de outros meninos, num esquema pirâmide em que a base somos todos nós. São esses meninos que vão premiar outros meninos como eles e perpetuar esta selecção natural, em que só o mais forte subsiste. Sendo que, neste caso, ser mais forte significa ter uma coluna vertebral que lhe permita aguentar com todo o tipo de falcatruas ou ter um sono tão pesado que lhes permita adormecer com o peso de que se está a contribuir para uma entropia acelerada do Mundo. Eles sabem-no bem, mas não lhes importa. Só eles interessam e, comparado com isso, o Mundo é muito pequeno.

Atiram-nos todos os dias areia para os olhos, alegando que vivemos num Estado de direito democrático. Permitem-nos escolher, de 4 em 4 anos, entre vários "líderes". Independentemente da maneira "democrática" como estes foram eleitos, quer esta tenha sido através de votos de militantes arranjados à pressa e a quem alguma alma mais voluntariosa pagou as quotas via Multibanco na véspera das eleições, quer este tenha sido através de umas eleições, previamente combinadas, em que o voto é feito de braço no ar.

Vivemos numa sociedade em que, se chamarmos as coisas pelos nomes, corremos o risco de levar com um processo em cima. Se chamar corrupto a um corrupto é difamação, chamar político a um corrupto é pleonasmo.

As pessoas com valor, inteligentes, com princípios, com uma vontade genuína de fazer alguma coisa acabam por se afastar com a certeza e a frustração de que isso é algo impossível. Este sistema acaba por transformar aqueles que têm valor em pessoas frustradas, revoltadas e alienadas.

E é a esses que eu apelo. Temos que nos mexer. Sendo cidadãos activos e com impacto dentro da nossa comunidade ou do nosso emprego. Sendo sempre coerentes e não compactuando com coisas em que não acreditamos, por muitos dissabores que isso nos traga (e normalmente traz muitos). Cultivando-nos intelectualmente e emocionalmente, tornando-nos assim mais cultos e mais fortes para lidar melhor com a mediocridade que vai estar acima de nós e para defender os direitos de quem está abaixo e que não tem as mesmas oportunidades que nós.

Aos bocadinhos conseguimos mudar alguma coisa. Não podemos é ser coniventes com as tretas que nos impingem todos os dias: "Ele roubou? Claro... Toda a gente faz, ele é só mais um..." ou "Eu não vou votar porque eles são todos iguais e não acredito que mude alguma coisa". Irrita-me que haja pessoas que se acomodam na evidência de que isto está mau e que dificilmente vai mudar. Todo este sistema vive desta atitude, desta passividade destrutiva. Independentemente da sua cor, cada deputado que entre na Assembleia da República com o espírito de missão e o orgulho de que se está a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, é um tiro neste sistema corrupto. O mal dos nossos políticos é que o nosso bem-estar é a última das suas prioridades. Um cargo na Comissão Europeia, um tacho no Conselho de Administração de uma empresa pública ou o cargo de CEO de uma empresa com que se negociou enquanto se esteve no poleiro estão bem à frente do nosso bem-estar na lista de prioridades dos nossos políticos.

Apesar de ser difícil, temos a obrigação de ser tolerantes com quem pensa de maneira diferente e aproveitar essa divergência saudável para fins construtivos. As opiniões diferentes não nos devem separar porque se estivermos a lutar para o mesmo fim, as nossas diferenças só nos vão enriquecer. Aquilo que nos deve separar de alguém é o desrespeito pelo princípio ético universal que nos guia e que é (ou devia ser) o pilar da nossa sociedade: a liberdade. A liberdade pressupõe o respeito pelos outros, a igualdade de direitos, a justiça... Será que somos livres hoje em dia? Ou a liberdade não passa de uma palavra bonita escrita num livro que ninguém respeita?

Para sermos verdadeiramente livres não podemos permitir que nos desrespeitem. E o desrespeito não é uma piada, uma boca ou um comentário desagradável. Desrespeito é quando, deliberadamente pisam os nossos princípios e tudo aquilo em que acreditamos à nossa frente. Não reagir a isso é entrar em incoerência. É ser conivente com essas atitudes, é deixarmos de ser nós próprios.

Acho que todos já passámos por isso. Eu já, pelo menos. E é das piores sensações que existem, já que, inevitavelmente, odiamo-nos a nós próprios. Temos é que aproveitar esse mal-estar para nos tornarmos pessoas melhores, porque sentirmo-nos mal com as nossas incoerências, é a prova de que ainda sentimos. É uma mensagem da nossa consciência a dizer-nos que não estamos a agir bem. É o sistema de segurança que nos permite avançar como Homens. A partir do momento em que deixamos de nos sentir mal é porque vendemos a alma. É sinal de que nos acomodámos aos "benefícios" de engolir sapos. É sinal que nos transformámos numa das rodas dentadas deste relógio distorcido, que avança apenas para destruir tudo o que nos rodeia.

Neste momento não tenho grandes esperanças na minha geração. Conheço muita gente que pode fazer a diferença. Espero que encontrem um furo no sistema que lhes permita superar os meninos das jotas. Ou então, que o sistema se auto-regule e, de um momento para o outro, tome consciência que assim não vamos a lado nenhum...

E foi um desabafo... Normalmente sou mais optimista, mas estou mesmo fodido...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Perspectivas de futuro ou Guia para a Felicidade




Agora que estou prestes a ficar sem emprego é tempo de pensar no futuro. E todo um leque de de oportunidades se abre diante de mim.

Antes de abordar o meu brilhante futuro e para esclarecer qualquer mal-entendido que possa haver, devo desejar as melhores felicidades ao chimpanzé que me vai substituir:

Meu caro Barnabé, tenho a certeza que tudo vai correr pelo melhor. Tenho a certeza que, como chimpanzé bem treinado, vais ter bastante mais sucesso do que eu a desempenhar as minhas (e agora tuas) tarefas. Acredito que se te empenhares a sério ainda consegues chegar a director. Sem ressentimentos!

Não podia deixar o Barnabé a pensar que a nossa relação vai mudar só porque ele me tirou o emprego. Não sou daqueles humanos que culpam os animais por ficarem com os seus empregos. Os animais são essenciais para o desenvolvimento do país e, ainda por cima, aceitam trabalhos que os humanos não aceitam. Qual era o humano que gostava de ganhar a vida a puxar uma carroça? Qual era o humano que gostava que lhe dessem hormonas desde pequenino para crescer rápido a fim de servir para a alimentação de outros? Aí já não se importam, mas quando um animal luta por uma vida um pouco melhor do que a que tem já vêm para a rua gritar "animais, vão para casa".

Aceito, com todo o fair play, que um chimpanzé tenha ficado com o meu trabalho! E devo admitir que tem potencial para o desempenhar com uma maior competência.

Sobre o meu futuro, como já disse, não faltam oportunidades:


Ir para o Brasil gravar uma cassete com versões forró das músicas dos Abba

Sucesso garantido! Tenho a certeza que, em pouco tempo, o Mundo cantará, dançará e karaokerá o "Mamãe Minha" ou o "Rainha Dançante".


Destronar a google como líder da internet

Apesar de não ser tão aliciante como gravar êxitos dos Abba versão forró é capaz de dar algum dinheirito. O plano passará por fazer um motor de busca melhor, mais potente e mais inovador do que o Google. É daqueles planos tão simples que o falhanço é impossível. Mesmo assim elaborei um plano B que é contentar-me com o 2.º lugar. Não é tão bom mas monetariamente é igualmente aliciante...


Ganhar o prémio Nobel

Nada me fará ter mais sucesso junto do sexo feminino do que um prémio Nobel. Nunca vi um Prémio Nobel a queixar-se da sua vida amorosa, com excepção do Prémio Nobel da Economia de 1973 (chato, feio, mau hálito) e da Madre Teresa de Calcutá. É por isso que quero ganhar um Prémio Nobel. Ainda não sei qual... Talvez o da Física. Parece-me o mais fácil, até porque ultimamente ninguém tem feito nada de jeito nessa área. Para isso, tenho que fazer duas coisas: tirar o curso de Física (não sem antes ter explicações de Física do 12.º porque vim de Humanidades) e, depois, criar um paradigma que revolucionará a Ciência nos próximos 100 anos. Se Einstein e Newton conseguiram, porque é que eu não hei-de conseguir? Não sou menos do que eles e até tenho mais estilo... Já me estou a ver a entrar na discoteca, a subir à coluna e a sacar da medalha... O mulherio todo a entrar em estado de loucura e a pedir-me para recitar o discurso da cerimónia... Pode ser até que tenha oportunidade de conhecer a Merche Romero! Vale a pena ganhar o Nobel, acreditem...


Fazer algo altruísta

É óbvio que a vida não pode ser só dinheiro, sucesso e mulheres. É por isso que tenho que fazer algo altruísta como tornar-me um Médico Sem Fronteiras.

Ah! Mas tu não és médico...


Pois não, mas já tenho solução para isso...

Lá vem ele com a piada de que tem um plano de duas fases que passa por tirar o curso de Medicina e depois tornar-se médico sem fronteiras... Pelo menos é mais realista do que a questão do prémio Nobel, embora igualmente estúpido...

Enganas-te, não vou tirar curso nenhum de Medicina... Não preciso...

Não precisas? Como é que vais ser Médico Sem Fronteiras sem seres Médico?

Eu explico-te... Os Médicos Sem Fronteiras, normalmente, andam por sítios em que a vida das pessoas está por um fio. Dificilmente sobreviverão. Precisam apenas de uma palavra de esperança, de alguém que se preocupe genuinamente com eles e de antibióticos. Perante a morte, eu, como Médico Sem Fronteiras, só teria que fazer um ar abalado e, de lágrima no canto do olho, dizer emocionado:

- Voltámos a perder uma vida... Mesmo não querendo apegamo-nos sempre a esta gente...

E depois disto, disparar um grande e pertinente discurso sobre a merda de sociedade que permite que estas coisas aconteçam... Ocasionalmente teria que abrir uma pessoa ou outra a meio com o bisturi para provar que percebo do assunto... E até pode ser que consiga salvar algumas, já que sei mais ou menos onde está o apêndice... Tenho a certeza que a Angelina Jolie vai ficar impressionada...


Realizar um sonho de criança

Que melhor altura do que esta, em que estou sem emprego, para realizar um dos meus sonhos de criança? Pois é.... Vou aproveitar para me tornar jogador do Benfica. Estou convencido que, mal o Rui Costa me veja a dar um toque numa bola me contrata... Só tenho que ir para a porta de casa dele com uma bola, esperar que ele saia, dar dois toques e assinar o contrato. O Aimar que se cuide... Se pensarmos bem nesta questão, se houve pessoa a quem o chimpanzé tirou o emprego foi o Aimar... Este meu pezinho direito não perdoa...


Ser mais rápido, mais forte e chegar mais alto

Gostava de ganhar mais de 20 medalhas nos Jogos Olímpicos de Londres, destronando o Michael Phelps como o atleta mais medalhado de sempre. Como os Jogos são só em 2012 ainda tenho mais do que tempo para me preparar...

Já disse no Twitter e volto a dizê-lo, o Phelps não é nada de especial. Se eu me disciplinar durante um ou dois meses consigo facilmente batê-lo e limpar todas as medalhas da natação. Basta treinar três vezes por semana, comer mais massa e apanhar apenas duas bebedeiras semanais (depois dos treinos que é para estar descansadinho durante os dias de ressaca). Exige alguma disciplina e sacríficio mas acho que consigo...

Mas não é possível ganhar mais de 20 medalhas na natação.

Bem visto! Se não fosses tu não sei o que faria... Facilmente consigo limpar as medalhas do tiro (beber bem antes para não estar com delirium tremens), do hipismo (arranjar um bom cavalo e controlar-me com a bebida), do salto à vara (já fiz coisas mais difíceis graças ao álcool) e do taekwondo (quando bebo ninguém me pára)... Tendo em conta aspectos que não vou revelar também é possível que me deixem participar na prova de halterofilismo feminino.


Entrar numa grande produção de Hollywood

Entrar numa grande produção de Hollywood era algo a que achava piada apesar de ter um grande senão: não gosto nada de me ver na televisão. Teria que arranjar soluções como pôr o Keanu Reeves a fazer de duplo da minha cara ou obrigá-los a fazerem uma versão com a minha cara distorcida. Nada que não se resolva...


Acabar com a pobreza

Se tiver tempo gostaria de acabar com a pobreza. É algo que me incomoda muito e um dos grandes problemas da sociedade. Detesto quando vou na rua preocupado com questões tão pertinentes como o comprimento do pescoço da maior girafa do Mundo ou o verdadeiro significado da columbofilia e vêm ter comigo a pedir dinheiro ou comida. Chateia-me! É por isso que quero acabar com a pobreza! Não gosto que me abordem na rua! Chamem-me egoísta por querer acabar com este mal! Já que vou ser milionário (com o disco, medalhas, Prémio Nobel, etc.) permitam-me que desfrute de alguns luxos como acabar com algo que me dá cabo do juízo, que é a pobreza...


Aprender dança

Finalmente, gostava de entrar no mundo da dança. Acho que o Marco de Camilis é, de longe, o português com mais estilo de todos os tempos. Aprender a dançar tornar-me-ia mais próximo deste deus da dança e meu grande ídolo de infância. Marco, se estiveres a ler isto, um grande e apertado abraço... Continua assim...


Como vêem, tenho um futuro risonho à minha espera.

Imagino que tenham uma pergunta a passear nas vossas cabeças na expectativa de sair a qualquer momento. Eu antecipo-me: porque é que uma mente tão brilhante como a minha e com tantas perspectivas estava a fazer um trabalho que um chimpanzé bem treinado faria melhor? Eu respondo... Porque sempre foi o meu sonho fazer o trabalho de um chimpanzé...

Beijinhos fofos para todos e um especial para o Barnabé que tem como vantagem em relação a mim o facto de não interromper o trabalho para ir actualizar o Twitter... Se o fizesse diria certamente coisas mais pertinentes...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Parabéns aos Coldplay...

...pelo Grammy de melhor canção do ano!



E já agora ao seu autor, Joe Satriani, que também merece.

Slumdog Millionaire! Ainda não vi. Mas custa-me perceber uma coisa. Se o filme anda à volta da participação de um jovem indiano no "Quem quer ser Milionário?", se o título do filme em inglês é "Slumdog MILLIONAIRE" porque raio é que a tradução do título em português é "Quem quer ser bilionário?". Será por causa dos direitos de autor? Olhem para os Coldplay! O que é que isso vale? Quando ouvi falar do filme até pensei que ele tivesse ganho o Euromilhões ou casado com o Américo Amorim. E mesmo assim a palavara "bilionário" era um bocado forçada... Toda a gente sabe que o Américo Amorim está a passar um mau bocado...

Aquele piloto que aterrou o avião no rio Hudson encontrou-se com os passageiros em dois programas de televisão... Emocionante... Ouvi dizer que no domingo à tarde vai estar a dar autógrafos na discoteca Big Cansil em São João de Vêr com o Telmo do Big Brother.

O Pedro Proença vai abandonar a arbitragem de futebol para ser júri da modalidade de saltos ornamentais para a piscina. Ele não queria mostrar o cartão amarelo a Yebda mas sim, dar a nota 10 a Lisandro Lopez... Um erro de vocação...

Fumadores frequentes de marijuana têm mais 70 por cento de risco de ter cancro dos testículos... E mais 90% de hipóteses de ganhar a Volta à França.

O Ministério da Educação propõe novo escalão para professores que não consigam categoria de titular... Chama-se "prateleira". Apenas porque "Auschwitz" tem uma conotação muito negativa.

O Ministério Público vai analisar "eventuais anomalias" às diligências efectuadas no âmbito do caso Freeport... Caso sejam encontradas as anomalias, estas diligências serão colocadas à venda, por metade do preço, no outlet que dá o nome ao caso. Grande oportunidade!

Eu, acabei de bater o record de links ao jornal Público no mesmo post... Para comemorar o feito vou colocar aqui este vídeo de Tony Carreira e amigos:



Peço desculpa por este bocadinho! E por não ter colocado a minha piada sobre a Eluana, a mulher que esteve em coma durante 17 anos... Não teria esse mau gosto... Por quem me tomam?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Quando a privacidade nos invade




No outro dia tive que viajar de comboio, coisa que já não fazia há algum tempo. Apercebi-me que, com excepção de algumas idas ao shopping, já há muito tempo que não me aproximava do "povo" desta maneira.

"Aristocrata!"

Não, burocrata...

Não há melhor retrato da sociedade do que aquele que fazemos numa viagem de comboio e, acabamos por dar por nós, quais voyeurs involuntários, envolvidos em situações que não esperávamos. Ao passar por duas raparigas consegui apanhar o seguinte fragmento da sua conversa:

- Ia dizer-lhe que era dele? Para ele dizer que eu tinha feito de propósito?

Senti-me enfiado, contra a minha vontade, numa cena de telenovela. Eu não procuro saber assim tanto sobre uma pessoa que não conheço e, posso estar muito enganado, mas a rapariga estava ou achava que estava grávida... Contudo, podia estar a falar de pastelaria ou de cozinha gourmet... Espero que sim... Mas ter apanhado este fragmento fora do contexto fez-me pensar no pior... Ou no melhor, depende...

Felizmente passei a viagem a ouvir música e não tive a oportunidade de invadir a privacidade de ninguém, ou melhor, de ser invadido pela privacidade de alguém. Apesar disso, era notório que a privacidade de muita gente andava pelo ar a pedir que eu a invadisse. No intervalo entre duas músicas consegui ouvir qualquer coisa a respeito do furúnculo de uma senhora de idade que estava sentada no banco atrás do meu... Tive a sorte de os acordes dos Radiohead terem entrado a tempo de me salvar do bombardeamento de privacidade que se adivinhava. Se não fossem eles, nessa noite teria sonhado com a visita da rapariga da conversa anterior que, com um sorriso nos lábios, me daria a novidade do nascimento de um belo e saudável furúnculo da seguinte maneira:

- Este é o Joaquim, o teu filho... Parabéns!

Por sorte não aconteceu...

Mas nem os Radiohead me salvaram da privacidade que me invadiu, desta feita, no Metro.

Metro cheio. Eu de pé encostado à parede. Ao meu lado, um jovem e apaixonado casal...

Não tenho nada contra a paixão, muito pelo contrário. Emociono-me, como ninguém, com demonstrações puras de afecto. Choro sempre que vejo uma avioneta com uma faixa a dizer "Amo-te Marlene!" ou quando leio uma mensagem no rodapé da Praça da Alegria a dizer "Jorge Samuel, és o amor da minha vida" ou quando ligam para os discos pedidos para dedicar uma música dos Só Pra Contrariar à sua alma gémea ou quando um indivíduo se põe subitamente de pé na cadeira do restaurante a gritar, em plenos pulmões: "Eu amo esta mulher! Ouçam todos: Eu amo esta mulher que está aqui sentada chamada Lucinda Micaela". Sou um romântico. Apesar disso, não gosto assim tanto de demonstrações públicas de afecto quando sinto que, se virar ligeiramente a cabeça para a direita, estou a tornar-me um activo participante nas mesmas.

Fiz grande parte da viagem com aquele "chuac, chuac" nos ouvidos, sem poder mudar de lugar e a invadir a privacidade da pessoa que estava na direcção do único ângulo de visão que me era permitido, visto que qualquer outra posição em que colocasse a cabeça levaria à minha perticipação num ménage a trois com aqueles pessoas. E eu não queria isso apesar da insistência do jovem casal em incluir-me na sua relação.

Não gosto de invadir a privacidade de ninguém e detesto quando sou invadido pela privacidade de pessoas que não conheço. Como aquelas pessoas que se levantam a meio de reuniões e se sentem na obrigação de dar uma explicação dizendo, no regresso:

- Desculpem lá, mas tenho andado cá com uma diarreia que nem vos digo...

Pois, mas disseste... Não precisávamos de saber isso. Ninguém perguntou. Mas, de qualquer maneira, as melhoras! Bebe muita Coca-cola e evita os fritos!

Ou aqueles D. Juans que fazem da mesa da sua esplanada um púlpito para anunciar a todos aqueles que têm o azar de estar num raio de 50 metros, as suas novas conquistas. Aí não estamos a falar de invasão nenhuma visto que o mais provável é nada daquilo ter acontecido. Mas a questão é que se estivesse interessado em romances de cordel tinha ficado em casa a ler os livros do Nicholas Sparks ou do Harlequin e Bianca. Que é o que faço a maior parte das vezes.

Caros anónimos, não quero saber nada das vossas necessidades fisiológicas nem, tão pouco, da vossa (fictícia) vida sexual. São coisas que dispenso ou dispensaria, se vocês me deixassem... É pedir muito?

Devo acrescentar que, apesar deste desabafo, gosto muito das conversas nos transportes públicos. Quando as pessoas, em vez de ensimesmadas nos seus problemas e nos seus MP3 falam umas com as outras e criam aquele clima em que um passageiro diz uma coisa, outro diz outra e de repente somos todos grandes amigos que, por acaso, partilharam o 78 nesse dia. Faz-me acreditar numa sociedade mais aberta e comunitária como contraponto de uma sociedade alienada e egocêntrica. E aí nem me importo que partilhem alguma coisa da sua vida, porque, neses casos, estou a abrir um canal de comunicação que permite isso. Já tive algumas conversas interessantes em transportes públicos.

Não gosto é quando a privacidade de outras pessoas me atinge como um paralelo na cabeça.

Aquele desafio do livro

Obrigado à Mona Lisa por mais um desafio! É por estas coisas que vale a pena viver... Já me começo a sentir mais popular! Desta feita o desafio é:

1º - Agarrar no livro mais próximo 2º- Abri-lo na página 161 3º- Procurar a quinta frase completa 4º- Publicar essa frase no meu blog 5º- Passar para cinco pessoas, à escolha.

Confesso que é um pouco complicado escolher o livro que está mais próximo porque tenho uma pilha de livros à minha frente. Estiquei a mão e escolhi o primeiro que agarrei. Penso que é o que está mais próximo. De qualquer maneira, não me parece que a Mona Lisa chame a minha casa o júri do Governo Civil para fazer medições... Por isso, têm de confiar... Tanto quanto sabem o livro até pode estar no 10.º andar da minha casa... Ha! Ha! Ha! Sim, a minha casa tem 27 andares, para quem não sabe... Tivemos que pagar um balúrdio em luvas ao Ministro do Ambiente da altura para podermos construir uma vivenda de 27 andares numa zona protegida. Mas valeu a pena... Tem uma vista impecável!




O livro é "Asfixia" de Chuck Palahniuk, o autor d'"O Clube de Combate". Um grande livro, com um ritmo alucinante e com muito humor negro, tal como o Clube de Combate, sobre um viciado em sexo que corre restaurantes onde finge que se engasga para estimular a piedade de desconhecidos que lhe ficarão gratos toda a sua vida por o terem salvo. Ouvi dizer que no ano passado saiu (ou ia sair) um filme inspirado neste livro. Aguardo com alguma expectativa mas nunca mais ouvi falar disso.

Abrir na página 161, quinta frase completa... Aqui vai:

"Isto foi antes de haver sessões de terapia para viciados em sexo"

Não resisto em transcrever a primeira frase dessa mesma página, que, não sei porquê, me chamou logo a atenção. Espero não estar a ir contra as regras do desafio:

"No Verão de 1642, em Plymouth, Massachusetts, um adolescente foi acusado de ter sodomizado uma égua,uma vaca, duas cabras, cinco ovelhas, dois bezerros e um peru"

E é isto... Apesar de tudo é um bom livro!

É um desafio engraçado mas agora vem a parte pior... A quem é que passo isto? Alguém se oferece? Não?

...

Se é para estarem com essa má vontade toda não passo a ninguém... Estão a ver o que arranjam? Agora estou chateado... Amuado? Quem é que disse que eu estava amuado? Ninguém se acusa? Estou é chateado com a vossa má vontade. Queria tanto passar-vos este desafio e vocês com essa atitude de indiferença... Sabem o que é que conseguem com isso? Que eu não vos passe desafio nenhum...

OK! Já que insistem passo então à Lu.a (Amor ou Consequência), à Lothlorien (Dapoptarts), à Iris (30 dias para), ao In.R (Terra dos Parvos) e à Tari (Alopatias).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O país dos Doutores


Descobri algo em que nunca tinha reparado mas que me irrita um bocadinho. Pelo menos o suficiente para vir aqui escrever sobre isso. Pessoas que, quando estão a citar algo que alguém lhes disse, em discurso directo, dizem o seu próprio nome. Isso não vos irrita? Ah! Não perceberam... Então vou explicar melhor... Imaginem que alguém disse ao Rufino que era melhor ele aproveitar agora, que ainda lhe sobram alguns trocos, para ir comprar, finalmente, o busto de Napoleão para pôr em cima da lareira. Imaginem que o Rufino quer descrever esta conversa a outra pessoa qualquer... ao João António, por exemplo...

- Ele disse-me: "Ó Rufino, se calhar é melhor aproveitar agora, que ainda te sobram alguns trocos, para ir comprar, finalmente, o busto de Napoleão para pôr em cima da lareira", e foi o que eu fiz...

E o João António responde, por exemplo:

- Não pode ser, Rufino... Ele, a mim, disse-me: "Tem cuidado com o Rufino, João António... Vê se ele não estoura o dinheiro todo na porcaria do busto de Napoleão...".

Já é um bocado estúpido tentar recriar textualmente a conversa. Se não o vamos conseguir nem devemos tentar, é para isso que serve o discurso indirecto. Mas pôr a outra pessoa, que estamos a citar literalmente, a dizer o nosso próprio nome é completamente absurdo e irrelevante, já que a partir do momento em que estamos a falar de algo que nos foi dito é escusado estarmos a pôr o nosso nome lá pelo meio... É como se estivéssemos a sublinhar que a pessoa que estamos a citar até sabe o nosso nome. E, mais do que isso, trata-nos com tanta familiaridade que até faz questão de usar o nosso primeiro nome na conversa. Pior do que isso seria se o Rufino dissesse:

- Ele disse-me: "Ó Professor Doutor Rufino..."...

Aí, eu diria ao Rufino, ou melhor, ao Professor Doutor Rufino, que até nem é mau tipo, para pôr o busto de Napoleão num sítio que eu cá sei...

"Mas que sítio?"

No cu...

Porque pior do que as pessoas que põem os outros a tratarem-nos pelo próprio nome são as pessoas que exigem que lhes chamem Doutor ou Professor ou Engenheiro...

Porque é que o Amílcar, que até era conhecido como Pívias na adolescência (entretanto evoluiu para Pivz, alcunha essa que ainda usa no messenger), há-de exigir a outra pessoa que o trate por "Doutor", só porque andou 7 anos a pagar propinas numa privada qualquer? Em que país, para além de Portugal, é que é mais prestigiante tratar alguém por "Doutor" ou "Engenheiro" do que pelo nome próprio? São pessoas que preferem escudar-se num suposto prestígio que lhes instituíram, do que assumirem uma identidade própria. O que é sintoma de que, provavelmente, não a têm.

"O que é que disse, Dr. Sérgio? Não percebi nada... Dá-me a ideia que o Senhor Doutor está armar-se em intelectual..."

Eu explico-te, apesar de me estares a provocar com isso do "Doutor Sérgio"... Deixa-me dizer-te que tens muita graça... Isso é por eu ainda não ter acabado o curso? Ou é por eu ter acabado de criticar as pessoas que exigem ser tratadas por "Doutor"? Para a próxima vez parto-te os dentinhos...

Ao exigir que as tratem pelo seu grau académico, as pessoas estão a mostrar que valem pouco mais do que isso... Antes de ser Doutor Sérgio eu era o Sérgio. E, darei sempre primazia ao meu lado "Sérgio" do que ao meu lado de "Doutor Sérgio".

"Mas o Dr. Sérgio ainda não acabou o curso."

Só estava a explicar-te, que foi o que me pediste, ó Dr. "Vozinha-estúpida-dentro-da-minha-cabeça-que-pelos-vistos-já-acabou-o-Doutoramento"...

"Não é Doutor, é Engenheiro... Tirei a licenciatura de Engenharia de Minas na FEUP..."

Olha a grande coisa! E o que é que fazes agora? Porque é que em vez de estares numa mina, a fazer aquilo para que estudaste, estás dentro da minha cabeça a chatear-me por dá cá aquela palha? Não estavas melhor a trabalhar na secção de frescos do Continente?

"Já mandei para lá o meu Curriculum Vitae, mas tenho habilitações a mais... Também não gosto de estar na sua cabeça, ó Dr. Sérgio. Não fui eu que escolhi estar aqui... Mas não arranjei melhor... A única vantagem é que isto é bem arejado"

Tenho ali um anti-psicótico de que és capaz de gostar, ó Senhor Engenheiro de Minas... Vê lá se te calas que já estás a meter nojo...

O que me irrita mais é que o argumento que estas pessoas usam para serem tratadas pelo seu grau académico é a necessidade de manter as distâncias e de se darem ao respeito. Até espumo de raiva quando ouço este argumento... Metaforicamente, é claro. Não me ficava nada bem espumar de raiva em frente ao Senhor Engenheiro... Aliás, a minha reacção normal, quando ouço este argumento é:

- Com certeza, Senhor Engenheiro - enquanto olho para o chão, faço uma vénia e saio da sala silenciosamente para não perturbar o sossego do Senhor Engenheiro e, antes de sair, ainda faço questão de perguntar - Precisa de alguma coisa Senhor Engenheiro? Um cafézinho?

Mas agora que estou entre amigos e não preciso de ser tão cobarde ou submisso posso dizer o que realmente penso sobre este argumento e espumar de raiva à vontade (não muito alto porque o Senhor Engenheiro está na sala ao lado e ainda me ouve). Que raio de respeito é que vocês querem manter com esta porcaria do grau académico? Fique sabendo "Senhor Engenheiro" que enquanto finjo beber os seus belos ensinamentos e opiniões sobre o que nos rodeia, enquanto me esforço para ser a pessoa que se ri mais alto das suas piadas, enquanto dou tudo por tudo para preparar o café como o Senhor Engenheiro gosta, estou realmente a pensar em como seria bom esvaziar as piscinas do Slide & Splash, untá-lo de banha de porco e atirá-lo do Kamikaze (e isto é quando estou bem disposto). Fique sabendo, Senhor Engenheiro, que a distância que tanto gosta de criar só serve para que outros potenciais "Senhores Engenheiros" o queiram pôr a milhas. Fique sabendo que o respeito não se consegue com distância, consegue-se com proximidade, honestidade, genuinidade e com um hálito mais agradável, meu grande bisonte albino e hermafrodita... (acho que já me estou a esticar... Amanhã vou ter que caprichar nos cafés e nas fotocópias para compensar esta falha...)

Como defesa, arranjei um estratagema que é fazer questão de tratar todos os "Doutores" e "Engenheiros" que conheço apenas pelo grau académico. O que fica extremamente ridículo... E dá-me um gozo tremendo... É tão bizarro tratar alguém só por Doutor. Do tipo:

- Ó Doutor, isto não me parece assim tão bem porque não sei quê, não sei que mais...

É que, com essa atitude, eles só conseguem isto: que eu os trate como uma sopeira hipocondríaca trata o médico de família... "Ó Doutor isto, ó doutor aquilo...". É o que os Doutores merecem...

O pior destas coisas é que, por causa da cagança de meia dúzia de "Doutores" e "Engenheiros", as pessoas, na dúvida, começam a tratar toda a gente por "Doutor" e "Engenheiro". O que acaba por sobrar para tipos como eu, que odeiam quando são tratadas por "Doutor" e "Engenheiro".

"E que ainda por cima não acabaram o curso"


Já paravas com isso, ó Engenheiro Donaldim! Graças às tuas intervenções, este post parece um número de ventriloquismo...

"Isso faz de ti aquele senhor careca que costuma estar na árvore das patacas"

Nem sei que te diga... Agora até tiveste piada... Nem te vou perguntar onde é que o Donaldim esconde a mão do senhor careca...

Concluindo, detesto que me chamem Doutor. Gosto de pensar que valho muito mais do que o meu grau académico...

"Isso é porque não tens nenhum..."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Desafio (finalmente)

Finalmente desafiaram-me para alguma coisa! Já tenho o blog há não sei quanto tempo (é verdade, não sei mesmo há quanto tempo) e, não sei porquê, fui sempre ostracizado no que diz respeito a este tipo de coisas... Será por causa do meu mau aspecto? Imagino que sim... Muitas lágrimas foram choradas por causa de ninguém me lançar desafios... Até que a lothlorien resolveu quebrar esta conspiração, fazendo do dia de ontem o dia mais feliz da minha vida: o dia em que me lançaram um desafio, integrando-me, deste modo, nesta grande família que é a blogoesfera. Nem tenho palavras para lhe agradecer, de tão emocionado que estou... O desafio é contar seis coisas aleatórias sobre mim, o que é mau, visto que eu estava a pensar contar coisas sequenciais. A aleatoriedade é um factor de complexidade um pouco dificil de contornar, mas vou tentar... Fico contente por serem 6 coisas... Se tivesse que contar mais de 53 coisas sobre mim acho que não tinha nada a dizer...

E aqui vão elas:

1. Tenho um blog.
2. Nunca fui ao shopping vestido de papaia.
3. Sou capaz de suster a respiração durante 30 segundos... Talvez mais...
4. Tenho um bilhete de identidade com fotografia e tudo... embora ache que ela não me favoreça muito...
5. Faço, pelo menos, três refeições por dia.
6. Se passar três noites seguidas sem dormir fico com sono.

Estas 6 coisas podem transformar-se em apenas uma que não é segredo para ninguém que já passou por aqui mais de duas vezes: gosto de me armar em parvo. Mas vou abrir uma excepção por um bocadinho e dizer 6 coisas a sério:

1. Enquanto petiz, pratiquei os seguintes desportos: canoagem, taekwondo, vela, natação, basquetebol, vóleibol, ténis... E o meu desporto preferido é futebol... Nunca me destaquei muito em nenhum deles, mas gostei de todos, com excepção do ténis (por causa do ambiente, o desporto é engraçado)...
2. Fui presidente da Associação de Estudantes da minha faculdade. Sobre isto, devo dizer, como minha defesa, que não sou, nunca fui, nem hei-de ser membro de nenhum partido político... nem testemunha de Jeová... o que nos leva para a terceira coisa:
3. Não sou baptizado e sou ateu convicto. Não preciso de nenhum estímulo externo nem da recompensa de uma vida eterna para fazer aquilo que considero correcto... Faço-o apenas porque tem de ser...
4. Já fui a casa do José Saramago e já jantei com o Maestro António Vitorino d'Almeida.
5. Tive a sorte de ver algumas das minhas bandas preferidas ao vivo: Pearl Jam, Muse, Queens of the Stone Age e Metallica.
6. Já passeei pela estação de S. Bento vestido de cavaleiro da Idade Média (vídeo e história aqui).

E sobre mim acho que não há mais nada a dizer...

O próximo passo é desafiar outros... Desafio então a Ana Malhoa, o pessoal da Google, o Nuno Markl, a Wikipedia, o Pacheco Pereira e aquele puto que foi filmado a imitar, de forma divinal, o Luke Skywalker...

Agora a sério, não vou desafiar ninguém em especial... Quem achar piada que faça o desafio! Até porque algumas pessoas que poderia desafiar já o fizeram...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Quem foi o responsável pelo casting?



Eu tinha avisado que isto era estúpido...

O quê? Fazer uma mini-série centrada nas aventuras sexuais do nosso ditador seminarista e homossexual latente em potência?

Sim, também...

Escolher o Diogo Morgado para fazer o papel do nosso ditadorzeco?

Sim... Vamos ver o que isto de aplicar a fórmula "O Crime do Padre Amaro" ao Estado Novo dá...

Muitos podem pensar que esta atitude da minha parte é só ressabianço por não terem escolhido o Luís Aleluia (Tonecas) para o papel do Salazar. Admito que não gostei disso e que ainda dói cá dentro... Mas a questão não é essa! Só a ideia de imaginar o Salazar/Diogo Morgado enrolado com a Soraia Chaves dá-me uma volta ao estômago... A minha única consolação é que o próprio tirano das botas, ao ver-se enrolado com a Soraia Chaves, teria um enfarte do miocárdio (não sem antes se benzer três vezes).

É nestas alturas que eu gostava de acreditar na vida depois da morte. Se eu acreditasse que o Salazar estava a ver esta série lá de baixo do Inferno como forma de tortura até eu ficaria agarrado ao televisor... Pathos...

A ver pelo crescente sucesso televisivo que o Salazar tem tido ultimamente se, depois disto, o Diogo Morgado se candidatar a qualquer cargo político é bem capaz de conseguir... Basta fazer a voz de velha do Salazar e é vitória garantida. Se o nosso primeiro-ministro foi considerado o 6.º mais charmoso do Mundo, imaginem o que não seria se o Diogo Morgado fosse eleito Presidente da República... A nossa política ganharia todo um novo fôlego: "Somos incompetentes, corruptos e prepotentes... mas giros que nos fartamos...". Acho que é disto mesmo que a nossa política precisa...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porque nunca irei ser realizador

Deixei-me contagiar pela febre dos Óscares e deixo aqui finais alternativos e/ou possíveis sequelas para alguns filmes:



"A Vida é Bela" - Quem não gostou d'"A Vida é Bela" de Roberto Benigni? Estou certo que é o filme preferido de muito boa gente e, deixo a questão, qual o contexto mais adequado para umas graçolas em italiano? Adivinharam! Um campo de concentração durante a 2.ª Guerra Mundial! É que não consigo imaginar um sítio mais castiço para mandar umas piadas! Só de pensar num Campo de Concentração fico logo com vontade de me atirar de um penhasco às gargalhadas que é algo, diga-se, que faço muito habitualmente quando estou a ver o Preço Certo...
Como hipótese para um final alternativo deixo a questão: e se o miúdo, depois daquilo tudo, morresse? Depois da paixão assolapada do pândego do Roberto Benigni pela Principessa, depois de nos ter conquistado com a sua luta para transformar o Campo de Concentração numa experiência positiva para o seu filho, seria hilariante se o miúdo não sobrevivesse. Deixando-nos a seguinte mensagem: "Tipo, a vida é assim, nem sempre os nossos esforços são recompensados, mas divertimo-nos à grande enquanto durou, não foi? Tentas para a próxima vez que te levarem para um campo de concentração. Oportunidades não vão faltar... Era o que normalmente acontecia nos Campos de Concentração, as pessoas morrerem.. E bastante, diga-se de passagem... Às vezes, por muito boas intenções que tenhamos, há esforços que são inglórios...". Além disso, uma mensagem começada pela palavra "tipo" nunca é de desprezar. Melhor do que isso só uma mensagem começada por "É assim".




"Fight Club" - Em vez do final dramático deste filme, não seria mais engraçado se a personagem sem nome do Edward Norton chegasse a um acordo com Tyler Durden (Brad Pitt) em que de dia ele era o Edward "sem nome" Norton e, à noite, o Tyler "muito mais interessante e um pouco menos avariado do capacete" Durden. Isto poderia dar origem a uma sequela muito engraçada, intitulada, por exemplo "As aventuras e desventuras de um maluco que vale por dois" ou "Loucura a dobrar" ou "Fight Club 2: o fim da macacada". Adoraria alugar este filme no clube de vídeo! Já estou a imaginar estes dois malucos a combaterem o crime com o doido do Tyler Durden a armar toda a espécie de disparates à noite para o Edward Norton levar com as consequências durante o dia... Ou o Edward Norton apaixonado por uma rapariga e o Tyler Durden a fazer de tudo para aquilo não resultar... Que galhofa!




"América Proibida" - Não concordo com o homícidio, no final, da personagem de Edward Furlong (spoiler alert! Ah! Já veio tarde... Desculpem lá, ok?). Em vez disso, acho que o Edward Furlong (o irmão mais novo) devia juntar-se ao negro que lhe mandou um balázio (lembro que o irmão deste rapaz foi assassinado de uma forma brutal pelo ex-skin head (Edward Norton, quem mais) e irmão mais velho de Edward Furlong (daí a revolta do rapaz...)). E para que é que se juntariam estes dois? Para formarem uma parelha de combate ao crime! Nesta sequela Edward Furlong e o seu amigo negro metiam-se em toda a espécie de sarilhos e, por acidente, vir-se-iam envolvidos num plano para acabar o Mundo, orquestrado por uma organização secreta comandada por um tipo narcoléptico e fanhoso com uma paixão assolapada por columbofilia. Enqunato isso, andariam por aí a fumar charros e a meterem-se com miúdas, sem muito sucesso, claro. O gordo (aquele skin head que depois fez do irmão estúpido do Earl no "My Name is Earl") podia ir entrando de vez em quando para fazer umas asneiras e para lançar, indiscriminadamente, aquela que poderia ser a sua catch phrase: "Mas que droga, meu chapa!" ou "Vamo' dar um fora nisso, cara?" (até já imagino uma dobragem em brasileiro como eu gosto).




"Titanic"
- Acho que o Leonardo DiCaprio devia ter morrido logo no início para nos poupar 3 horas de sacrifício. Uma marreta na cabeça ou raiva serviam muito bem.




"Jurassic Park"
- Sei que este já tem muitas sequelas, mas deixo aqui esta ideia para quem quiser pegar nela. Um Velociraptor, prestes a comer uma criança, olha bem para ela e sente uma compaixão tal que não consegue concretizar a refeição. Esta súbita percepção por parte dos dinossauros de que são capazes de ter sentimentos altruístas em relação a outrém desencadeia um rápido e inesperado processo de evolução, criando condições para sobreviverem ao próprio homem (comendo-o, por exemplo). Passados milhões de anos, um douto dinossauro descobre genes humanos conservados em âmbar e decide replicar a já extinta espécie humana, com fins científicos e lúdicos, visto que um dos seus objectivos é a criação de um parque temático para que as crianças dinossauros pudessem aprender algo sobre o Mundo... E é aí que os problemas começam... Perigosos e sedentos homens a atacar dinossauros, os perigos de querer fazer o trabalho de Deus, os dilemas éticos de tentar recriar algo que a Natureza se encarregou de extinguir... Caro realizador de Hollywood que lês este blog, pensa nisso...




"Sozinho em Casa"
- Outra sequela deste glorioso filme mas, desta feita, Macaulay Culkin já tem 45 anos e, ainda traumatizado por ter ficado duas vezes sozinho em casa quando era miudo, continua a viver em casa dos pais e não os larga onde quer que eles vão. Já sem o espírito engenhoso dos seus 8 anos, Macaulay Culkin é posto de novo à prova quando os seus pais morrem e os ladrões de sempre resolvem aproveitar a oportunidade para finalizar aquilo que deixaram a meio nos outros filmes... E conseguem, da maneira mais dolorosa possível para Macaulay Culkin... Mais não digo... "Sozinho em Casa: para sempre"




"Um Porquinho chamado Babe"
- Espécie de drama da 2.ª Guerra Mundial, protagonizado por animais. É preciso dizer mais alguma coisa? Claro que é! A acção passa-se na Mealhada. "A Lista de Babe" seria um bom nome...




"Música no Coração"
- Depois da fuga da Áustria, o patriarca dos Von Trapp resolve arranjar emprego num hotel isolado com fama de ser assombrado nos confins da Suíça para poder dedicar-se à vontade à escrita. Além disso, não deixa de ser uma boa maneira de levar esta irritante família para um sítio onde possam cantar sem chatear ninguém... Só que as coisas dão para o torto quando o pai se passa da cabeça e desata a matar toda a gente à machadada, incluindo o Filipe La Féria que resolveu aparecer para dizer olá. E não é que conseguimos simpatizar com este anti-herói, que não pára de gritar "Calem-se com essa merda! "Dó, ré, mi, fá, sol... Já nem vos posso ouvir! Há 5 anos que ando com esta música estúpida na cabeça! Já sei que as colinas estão vivas, não precisas de repetir isso 1427 vezes por dia com essa voz esganiçada, sua vaca! Já percebi porque é que te expulsaram do convento! Se eu soubesse que era para isto tinha ido para a frente soviética seu bando de gente loira, estúpida e irritante!"? Quem não teria um surto psicótico se tivesse que viver naquela casa? Guilty! (Eu sei que vocês perceberam: Shinning meets Música no Coração).




"Sexto Sentido"
- Neste caso mudaria um pouco o sentido ao filme. O miúdo, convencido de que vê gente morta tenta convencer o Bruce Willis de que ele está mesmo morto. Para tal espeta-lhe uma faca no coração... E não é que o gajo está vivo? Grande final, não? Andamos o filme todo a pensar que ele está morto e ele, afinal, está vivo! Ou estava...


E é só, não me lembrei de mais filmes! Deixo aqui um desafio para vocês (sim, vocês os 4), e se dessem ideias de filmes e finais alternativos para os mesmos? Era engraçado, não?


P. S. Não queiram saber como nem porquê e peço-vos que não me perguntem, mas hoje descobri que o coelho é uma ave...

domingo, 25 de janeiro de 2009

"O Crocodilo que Voa - entrevistas a Luiz Pacheco"


Não costumo fazer muitas citações no blog, prefiro ser eu o autor dos meus posts, mas não podia deixar de falar de um livro que ando a ler, que é o que está na fotografia. Como se pode ler, consiste num livro de entrevistas do grande Luiz Pacheco e tem pérolas como:

Respondendo a uma pergunta sobre o sítio mais estranho onde fez amor:

"Vamos restringir isto ao acto sexual, a uma ligação carnal; e como eu sou bissexual, temos de distinguir entre o coito, a cópula e a aproximação carnal, sexual, entre macho e fêmea. Já experimentei as duas modalidades e, às vezes, não se percebe qual das duas dá mais resultado. Desde que haja cumplicidade, ou vai com jeito ou com sabão, ou vai com mulher ou com homem, com um efebo;o lugar mais esquisito pode ser a cama. É o comum, não é? Suponhamos que estou na cama com uma cadela e estou a masturbar a cadela. Isto pode ser muito esquisito para a cadela, porque elas, geralmente, coitadas!, não têm estas comodidades, e para mim, quem me vir de fora, pode achar estranho. Pode ser um caso de extrema gravidade e, como estou a responder com muita seriedade, digo-te que já me aconteceu isso. Estava tão isolado e desesperado, que já fiz com uma cadela. Uma cadela é um bicho bonito e um cão também. Já estive na cama com uma cadela, e com mulheres que eram muito mais cadelas do que a outra, na cama. Também deitei com rapazes, prostitutas que eram mais cães do que os cães."

(posteriormente disse que a questão da cadela era mentira... Mentira ou não, quem assumiria uma coisa dessas?)

Sobre uma das mulheres:

"E a Papuça d'Arrebol, sabe quem é esta gaja? É uma rapariga que viveu comigo, tenho dois filhos dela. Quem lhe chamava Papuça d'Arrebol era o Cesariny para gozar comigo. No outro dia perguntei ao meu filho: sabes quem é a Papuça de Arrebol? É a tua mãe! Ficou assim um bocado baralhado..."

(bela coisa para se dizer a um dos 8 filhos e de uma das raparigas menores com quem se casou, ou não casou, nem sei...)

Respondendo a uma pergunta em que o jornalista o questionava sobre o escrever para ganhar dinheiro:

"Você não estava muito melhor num baile de Carnaval a esfregar a gaita com essas gajas todas? E está aqui a gramar um maluco!"

(sem comentários)

Sobre a sua fama:

"Repare nas minhas calças: sou o gajo das calças curtas. Porquê? Porque não mando fazer um fato desde 1957 ou 1958! E por acaso tinha um bom alfaiate, mas o último fato não paguei e nunca mais lá fui... "O gajo anda de calças assim para provocar, para se mostrar original.". Não é! Eu vejo aí é calças a três e quatro contos, e eu ia dar três contos por um par de calças? Jamais de ma vie, porra!"

(3 ou 4 contos por umas calças é um balúrdio (a entrevista é de 1996)... Ainda bem que o Pacheco nunca entrou numa Levi's, nem numa Salsa... Mas estou contigo nessa, Pacheco! A roupa é muito cara!)

Sobre as suas condenações:

"Estupro é: um gajo dava uma foda e apanhava com um processo. Depois tive outro por rapto e estupro, esse era pior. Por causa dele apanhei alguns meses. Foi com a mãe do Paulo. Um tipo, depois de preso, podia negar: "Não, não fui eu, foi engano. Não era para lhe ir à cona, era só para mexer no umbigo..." Mas eu disse logo: "Fui eu!".

(É incrível a abertura com que ele fala de temas que, para outras pessoas, seriam um bocadinho incómodos...)

Sobre uma história no mundo da tradução (documentada por um vídeo no Youtube):

"Estava então a escrever como negro e a traduzier o Dicionário Filosófico (de Voltaire) para a Presença, mas quem assinava a tradução era o Bruno da Ponte. Eu tinha de o fazer porque era a única fonte de dinheiro, e numa parte ele refere-se a um daqueles malucos profetas da Bíblia que faziam uma espécie de pão com excremento de vaca. Eu estava chateado e o que é que fiz? Escrevi: "Nota do tradutor: é o que chamariamos hoje deliciosas sandes de merda."(risos) Esqueci-me, e aquilo lá saiu em nota do tradutor, que era o Bruno da Ponte. Ele ficou um bocado magoado."

Mensagem para as novas gerações:

"Puta que os pariu!"

(Obrigado, Pacheco! Como um dos alvos desta tua mensagem também te mando para a puta que te pariu! Sei que não te ofendes...)

Pela vossa vida, leiam este livro! Cada vez que o abro encontro pérolas destas e estou mesmo no início. Nem imaginam a dificuldade que tive em escolher estas citações para vos mostrar já que, por mim, transcreveria o livro todo, sem problemas... Não referi nada aqui dos seus famosos insultos aos escritores da nossa praça, porque tinha tanto por onde escolher que nunca mais acabava isto. Mas é hilariante a maneira como ele ridiculariza génios que nós consideramos intocáveis como Vergílio Ferreira, José Saramago, António Lobo Antunes ou José Cardoso Pires...

É uma personalidade singular da nossa história e, segundo dizem, muito talentosa (eu nunca li nada dele mas estou curioso). O livro de entrevistas é hilariante e uma bela maneira de conhecer esta personagem que mais parece ficcionada do que real.

De referir ainda a bela introdução do organizador do livro, João Pedro George.

Deixo-vos o vídeo com a história das "sandes de merda".



quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Welcome

Já viram este videoclip dos Radiohead? É fabuloso. Não fabuloso como o Alex o Fabuloso, mas fabuloso como um pôr-do-sol à beira mar num final de tarde de Verão (que cliché!)



A pequena M&M nasceu hoje. Tenho a certeza que vai ter uma infância como o menino da esquerda, para crescer e ajudar a construir um Mundo em que crianças não tenham que passar pelos sacrifícios do menino da direita... Vai ser o meu orgulho!

Da mesma maneira que espanquei o ano de 2008, dou agora um forte abraço e um bejo no meio da testa ao ano de 2009 por esta grande alegria.

É fantástico ser aos 23 anos, pela primeira vez, irmão de alguém!


(aproveito e contribuo, desta singela maneira, para a campanha pela causa que este vídeo de uma das minhas bandas preferidas defende... De qualquer maneira é inevitável, perante a enorme felicidade do nascimento de uma criança privilegiada pelo meio onde nasceu, reflectir sobre as dificuldades por que passam tantas crianças por esse Mundo fora que não tiveram a sua sorte... Daí a escolha do vídeo... Arrepia, não arrepia?)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

United States Obamerica ou são todos iguais, mas a mim não me enganam eles...




Hoje fui à tomada de posse do Obama. Para quem acompanhou a transmissão televisiva eu era aquele individuo de panamá amarelo e olhar céptico da quinta fila. Não partilho desse entusiasmo todo à volta de Obama. Como já disse aqui, fui um fiel apoiante do novo Presidente dos EUA durante as eleições mas, daí para cá, só me tem desiludido... Tanto que a minha maior esperança era que o novo Presidente dos EUA tivesse um ataque de diarreia a meio do juramento que o obrigasse a deixar toda a população mundial em suspenso enquanto ia ali "arrear o calhau". Seria um momento bem mais histórico do que a viagem de comboio de Lincoln ou o discurso de Kennedy. Um momento que seria quase tão histórico como quando essa velha glória do Benfica, o Tavares, pediu para ser substituído aos 15 minutos de um Milão-Benfica para ir... vocês sabem...

Dica para os rapazes que lêem este blog na esperança de aprender alguma coisa que lhes permita ter algum do meu sucesso junto do sexo feminino (quem não se enquadrar neste tipo de população pode passar à frente):

Usem o máximo de vezes que puderem a expressão "arrear o calhau" junto das mulheres. Elas adoram! Não há nada de que uma mulher goste mais do que de um homem que não tenha pudor em falar das suas necessidades fisiológicas. Tentem mantê-las actualizadas sobre as vezes que vão à casa-de-banho e sobre os resultados dessa ida, se possível documentados com fotografias. Elas gostam de saber estas coisas.

Conversa entre um jovem casal:

Ele: Sabes, Márcia, às vezes, quando olho muito tempo para o sol fico a ver tudo vermelho. Acho que é porque gosto de ti. Tipo, por tu seres o sol da minha vida e por o vermelho ser a cor do amor, tás a ver? É que, não sei se sabes, curto bué de ti. - aprendam, rapazes. O "curto bué de ti" é o "amo-te" do século XXI. Um "amo-te como o c******" ou um "gramo-te bué da totil" também fica bem...

Ela: Ai, Cajó, és tão romântico! Também curto bué de ti... mas bués mesmo...

Ele: Espera aí um bocadinho Márcia... É que tenho que ir arrear o calhau... Aquela alheira com ovo está a fazer das suas...

Ela: (risinho tímido) Adoro quando falas assim, Cajó!

Passados 20 minutos (o Cajó, obviamente, não se esqueceu de levar a Bola debaixo do braço, ou não fosse ele um autêntico cavalheiro).

Ele: Ah! Esta soube-me mesmo bem... Nem imaginas como aquilo ficou... De que é que estávamos a falar?

Ela: Esquece o que estávamos a falar... Quero saber tudo, Cajó! Conta-me!

Ele: (Cajó descreve exaustivamente a sua ida à casa-de-banho. É escusado continuar este diálogo porque é óbvio que a Márcia já está no papo...)


Voltando ao Obama. Irrita-me todo este burburinho à volta dele, quase como se se tratasse de um Messias. Vejam só que ele já é Presidente há quase 5 horas e ainda não fez nada: ainda há desemprego nos EUA, o aquecimento global ainda continua a atacar a Gronelândia em força, em Gaza ainda chovem misseis e, da última vez que fui verificar, ainda chovia lá fora... Pior do que não ter feito nada, é o facto de o Sr. Presidente a esta hora já estar com uma monumental borracheira e a vomitar por todo o lado... É este o vosso Messias? É este individuo que, em vez de estar a salvar o Mundo, está a beber como se fosse sexta à noite no Seminário, que é a esperança da Humanidade? Acho que, se o Mundo depende deste senhor, bem que podemos ir para a rua preprarmo-nos para o apocalipse e aproveitar a última semana da nossa vida para fazer tudo aquilo que não fizemos até hoje como comer macarrão com morcela e Corneto de Morango ou imitar um orangotango com sarna numa repartição de finanças (esta é provável que já tenham feito. Quem não fez não sabe o que perde).

Tenham cuidado com os Messias que escolhem... vejam só o que aconteceu ao Cristianismo...

Mas há um aspecto em que tem que se dar o devido mérito a Obama. Ele é, de facto, o primeiro Presidente afro-americano dos EUA. Algo que eu pretendia ser num futuro próximo. Aliás, tinha um plano infalível para me tornar o primeiro afro-americano a tornar-se Presidente dos EUA que só não deu certo devido a esta antecipação de Obama. Era um plano perfeito que consistia, basicamente, em duas fases:

Fase 1: tornar-me afro-americano
Fase 2: tornar-me Presidente dos EUA

Concluídas estas fases, tornar-me-ia no primeiro Presidente afro-americano dos EUA. Frustrado este plano, resta-me levar em frente o meu outro plano, que fará de mim o primeiro canalisador do Burkina Faso a tornar-se Presidente dos EUA. Por motivos óbvios, não revelarei as 3 fases deste meu magnífico plano.

E é tudo. Ah! Parabéns Presidente Obama!

Thank you very much!

Olha-me este! O que é que estás a fazer aqui, Barack? Não leste o que eu escrevi? Porque é que em vez de estares a salvar o Mundo, estás a ler um blog parvo, escatológico, cujo autor é uma pessoa execrável (mas que compensa esta falha de carácter por gostar muito de borboletas), e que, ainda por cima, está escrito numa língua que não dominas?

Because I'm fuckin' drunk...

Logo vi, para vires parar aqui tinhas que estar muito bêbado... Não tens uma crise para resolver? Já és presidente há 5 horas e ainda se torturam pessoas em Guantanamo! És uma vergonha, sabes?

Yeah! Fuck Guantanamo! I just wanna drink. Do you want a beer, man?

Não tens emenda... Vamos lá a isso então...

E foi esta a primeira participação de Obama, como Presidente, neste blog... Espero que tenham gostado apesar do bafo a vinho tinto...



(a parte em itálico está em letras pequeninas para ninguém ler... Envergonho-me daquilo...)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Era metê-los num barco... Não era, Policarpo?





Não me vou juntar ao coro de críticas às palavras de D. José Policarpo. São estes momentos que exigem de nós muita serenidade. É também nestes momentos que não devemos desatar a rebentar com tudo só porque não concordamos com alguma coisa, como os Muçulmanos. Acho que D. José Policarpo não devia tomar a parte pelo todo. Só porque conheceu casos concretos de jovens que passaram maus bocados por terem casado com Muçulmanos não quer dizer que todos os Muçulmanos sejam um mau partido. Acho que choraria de alegria se uma filha minha se juntasse ao harém do emir do Dubai. De certeza que sobraria algum para mim e isso nunca é de desprezar...

"Como é que conseguiste comprar um jacto particular?"

"Vendi a minha filha ao emir do Dubai..."


Sonhos

Mas, apesar de tudo, os preconceitos são muito maus.

Por exemplo, uma vez conheci uma rapariga que resolveu casar-se com esquimó e passou o resto da vida a cheirar a peixe, a viver num iglu, a matar focas e, ainda por cima, o máximo de intimidade que conseguia ter com o seu marido era aquela coisa do nariz (pode ser muito excitante ao princípio mas imagino que depois se torne muito monótono...). A partir daí ganhei um preconceito tal contra os esquimós que, sempre que tinha oportunidade, aconselhava as jovens portuguesas a não se casarem com nenhum... Só Deus sabe quantas relações não terei eu arruinado com as minhas palavras... (isto foi quando eu deixei de aconselhar as jovens a não se casarem com portugueses depois de conhecer um português que batia na mulher e outro que não participava na divisão das tarefas domésticas... Só me deixei disto quando me virei para os esquimós...)

Arrependi-me desta minha atitude quando fui preso por motivos que não vou divulgar por ainda estarem em segredo de justiça e o único amigo que tive foi um esquimó que tratava da roupa da prisão comigo.

No início, o ambiente era um pouco tenso, comigo a atirar-lhe chinelos e outras coisas à cabeça, mas, gradualmente, fui-me habituando à presença do Xytkoptkl (o que, no dialecto esquimó do Sul da Gronelândia, significa "o Kayak Emplumado" ou "o Rinoceronte Perneta", dependendo da maneira como pronunciamos a letra "o"). Até um dia, em que ele contou uma daquelas piadas como só os esquimós sabem contar e eu ri-me descontroladamente durante duas horas. A partir daí ficámos melhores amigos. A piada era a seguinte:

- Onde é que os esquimós guardam o frigorífico?
- Em lado nenhum, está tanto frio que eles não precisam... - respondi eu, julgando que me tinha safado da armadilha.
- Não. Guardam-no na cozinha!

Perceberam? É que os iglus não têm cozinha! Hilariante... Descobri que graças aos preconceitos que a nossa sociedade tem para com os esquimós ele estava preso injustamente, ou pelo menos com uma pena completamente desproporcional ao crime que tinha cometido que foi matar uma garoupa no Oceanário com um harpão e violar a Amália... A lontra, não a do Panteão Nacional. Já todos sabemos que os juízes ficam sempre de pé atrás quando aparece um esquimó no seu tribunal (sempre que desaparece uma canoa o principal o principal suspeito é sempre um esquimó, nem que haja 20 testemunhas que garantam que foi o José Cid todo nu a fugir com ela pelo Rio Mondego abaixo!). Também sabemos que, por serem socialmente desfavorecidos, não têm dinheiro para financiar advogados caros, tendo que se ficar pelo José Maria Martins ou por oficiosos...

E foi esta a minha história com o meu amigo esquimó. Um pouco parecida com aquela história do filme "América Proibida", mas eu sou o Edward Norton e aquele afro-americano que está com ele na prisão é o esquimó. Devia processá-los, não? Conclusão: actualmente aconselho toda a gente que tenha essa oportunidade a casar com um esquimó.

Hoje só sou racista em relação ao pessoal do Liechtenstein. Não consigo perceber se são suiços, se são alemães, se são austríacos... Decidam-se de uma vez por todas! Não gosto de gente que não se decide: ou são uma coisa ou são outra... E se querem ser país arranjem uma coisa melhorzinha. Acham esse território em condições? Se querem saber o que é um território em condições olhem para a Rússia, por exemplo. Ou para o Canadá. Só para referir dois. Um terreno que dê para contornar no período entre o jantar e a telenovela não é um país... Vocês são um aviãozinho de papel armado em Boeing 747! Até gostava de saber o que é que vocês fazem no Verão. Nós ficamos a ver a Volta a Portugal, e vocês? Quantas voltas ao Liechenstein vêem? Para aí 500... Ou mais...

"Tchii! Que grande festa! O que é que se passa hoje?" "É um grande dia! Hoje é a Volta ao Liechenstein em bicicleta!" "Espectáculo! Vamos ficar para ver!" Passados 5 minutos "Bem, vamos embora!" "Também acho! Vamos ali ao Norte do país beber uma cervejinha!" "Ao Norte do país? Tu deves estar é maluco. Estamos no extremo Sul!" "Deixa-te disso, são só 10 minutos a pé..."

Ainda por cima dão um nome ao "país", que é para não lhe chamar outra coisa, que é impossível de pronunciar. É como quem diz: "somos um país irrelevante mas vamos dar-lhes um nome que eles não vão esquecer". O que é que a palavra "Liechenstein" vos faz lembrar? A mim faz-me lembrar um oficial das SS a mandar um judeu para a câmara de gás! E isso não é muito bom para o turismo...

- LIECHENSTEIN!!!! SCHNELL!!!


É que eu até me esquecia de vocês se Portugal não fosse jogar aí de vez em quando, para vos dar 7 ou 8. É que nem no futebol prestam! Podiam ser na mesma um país irrelevante se, ao menos, prestassem para o futebol, como Portugal. Mas é que nem isso! Nem assim justificam a vossa existência!

Só porque um príncipe qualquer armado em esperto herdou um monte e decidiu fazer um país isso não faz de vocês nada. Quando muito faz de vocês estúpidos. Seria a mesma coisa se eu me lembrasse de decretar que a minha rua era uma nação independente, que eu era um rei e os meus vizinhos irem na conversa. Os meus vizinhos seriam estúpidos se o aceitassem porque sabem que a primeira coisa que eu faria era escravizá-los. É por isso que o golpe de estado na minha rua não funciona, não tenho o apoio do povo... Mas dou-lhes esse mérito de não se deixarem dominar por mim... Mérito esse que não dou ao Liechenstein!

Se, algum dia, uma filha minha aparece com um namorado do Liechenstein é o maior desgosto da minha vida...

Apesar de ter este ódio visceral em relação ao Liechenstein e de aconselhar todas as moças a fugir dessa gente, tenho a perfeita noção de que é uma atitude única e exclusivamente baseada na ignorância e sei também que se algum dia fosse preso com um indíviduo do Liechenstein talvez mudasse de ideias... Já ouvi dizer que eles têm umas anedotas de Luxemburgueses deliciosas...

É por isso que lanço uma sugestão ao D. José Policarpo: ir para a prisão e ser ajudado por um Muçulmano na tarefa de tratar a roupa interior ou ter uma filha e prometê-la aos 2 anos a um chefe de tribo da Mauritânia. De certeza que havia de mudar a sua opinião acerca dos nossos irmãos Muçulmanos e ainda se ia rir desta situação toda com o seu genro. Num momento de descontracção, durante o apedrejamento de uma adúltera.

Lembro aqui este post que fiz há muito tempo para quem tiver paciência. É sobre a reforma da igreja e dos seus intervenientes. E é a brincar... Apesar de poder dar para reflectir.

P. S. 2 dias, 2 posts... É capaz de ser um record... E este tem o título mais ridículo que se possa imaginar...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

As maravilhas da tecnologia


Olá a todos! Estão a ouvir-me aí no fundo? Sim? OK! Só pedia aos da frente para não cochicharem tanto porque isso vai incomodar o pessoal que está lá atrás e vai-me obrigar a falar mais alto do que o que devia e eu não posso gastar muito a voz... Num dia normal não me importaria de gastar a voz. Mas hoje é um dia especial porque vou participar no Campeonato Nacional de Canto Tirolês... Eu e o José Figueiras. Apareçam! Vamos estar com uns daqueles calções com suspensórios, com um daqueles chapéus da Baviera e, no meu caso particular, com um daqueles óculos com nariz e bigode incorporados, não vá alguém conhecer-me... Já foi suficientemente incomodativo para a minha família quando descobriram que eu era um heterossexual, que de vez em quando bebia Coca Cola e que já tinha experimentado cerveja... Nunca mais entrei na igreja de cabeça erguida...

No outro dia fiquei surpreendido quando, ao abrir a revista Maria...

Lá estão vocês! Só porque só lêem de Proust e de Foucault para cima um homem não pode ler a revista Maria? Já não posso acompanhar as peripécias do Artur Albarran à vontade, sem ouvir as vossas boquinhas... Deixem-se disso, por favor!

Onde é que eu ia? Abri a revista Maria e qual não é o meu espanto quando, numa das páginas publicitárias reservada a anúncios para débeis mentais, encontrei uma invenção fantástica: um teste de gravidez por SMS. Ainda pensei que tivéssemos que colocar um pouco de urina no telemóvel, mas não, basta mandar uma mensagem para um número de 4 dígitos e está feito (conclusão: enchi o telemóvel de urina escusadamente).

Mandei uma mensagem e confirmei que não estava grávido. Foi um alívio!

(Agora a sério, fiquei depois a pensar se o público alvo de uma iniciativa destas eram os parvos como eu, que abrem de vez em quando a revista Maria... E não mandei a mensagem, obviamente, mas pensei nisso...)

Não pude deixar de imaginar um casal adolescente, o Quinzinho e a Marlene, nervosos à espera de uma mensagem que não confirmasse os seus temores de uma gravidez acidental... O alívio de receberem uma mensagem a dizer "Você não está grávida, tente de novo!" ou lá o que é que eles respondem a quem recorre aos seus serviços e 9 meses de crescimento ininterrupto da barriga da Marlene culminariam num saudável rebento com poucas hipóteses genéticas de vir a ser um indíviduo brilhante.

"A barriga está a crescer? Devem ser gases... Grávida não está porque nós já fizemos o teste!"

Melhor que este teste só o termómetro do amor, graças ao qual já acabei muitas relações. Não queria estar a fazer contas mas ora bem... tive duas relações... uma relação acabou porque ela não gostou muito da ideia de ter uma relação comigo para além da relação de duas pessoas que se encontraram uma vez na fila do Supermercado, a outra acabou graças ao termómetro do amor,... pelo menos foi o que ela me disse depois de pagar a conta do Supermercado e antes de fugir a correr... ou seja, 50% das relações que eu tive acabaram graças ao termómetro do amor. Acho que isto é um indicador bastante seguro do sucesso deste teste...

É por isso que, adoptei este hábito de não levar para diante nenhuma relação que tenha menos de 85% no termómetro do amor. Se já sabemos que não vai dar certo, para quê continuar? É isso e o mal-me-quer, bem-me-quer! Nunca falha! Até porque se começarmos a arrancar as pétalas por bem-me-quer, vai acabar em bem-me-quer... Felizmente descobri este truque a tempo de o trocar pelo termómetro do amor! Não sei o que faria sem algo que me indicasse que valeria a pena seguir em frente com uma relação ou não...

Acho também piada àquele teste que agora está muito em voga que nos diz qual a data da nossa morte. Deu-me muito jeito saber que não posso marcar nada para depois do dia 2 de Fevereiro de 2022. Já sabem, tudo o que for depois dessa data não contem comigo!

Há uns tempos vi também na televisão a publicidade a um software para o telemóvel que nos permitia, através de fotografias, identificar o tamanho da copa de uma mulher. Não deve ter tido grande sucesso porque nunca mais ouvi falar de tal coisa, o que é estranho tendo em conta a utilidade desta ferramente e o facto de esta estar a competir num mundo em que os testes de gravidez por telemóvel são um sucesso.

Acho que nunca tinham inventado nada tão útil desde aquele toque do Crazy Frog (confesso que um dia em que não ouça 50 vezes esse toque é um dia péssimo para mim... o Crazy Frog é o meu melhor amigo... Nos momentos maus, basta ouvir aquela voz calorosa e cristalina para tudo mudar... Além disso o seu abraço terno e um tanto ou quanto viscoso não deixa ninguém indiferente...Vocês sabem...). Aquele famoso problema que todos temos quando chegamos à beira de uma rapariga, que é o de não sabermos qual é o tamanho da sua copa deixa de existir a partir desse momento! Quantos momentos de embaraço não passámos nós por não sabermos o tamanho da copa de uma rapariga? Como eu vos compreendo, meus amigos...

Rapazes, fica aqui este conselho gratuito que vai certamente mudar a vossa vida. Não há nada que impressione mais uma rapariga do que um rapaz que consiga adivinhar o tamanho da sua copa. Não percam tempo com ginásio, roupas bonitas, palavreado fino, bom hálito, flores e perfumes caros! Façam o download deste programa, fotografem a rapariga dos vossos sonhos, dirijam-se a ela, na fila do Supermercado por exemplo, e digam-lhe:

- Desculpa lá, mas tenho estado a reparar em ti há algum tempo e não podia deixar de vir falar contigo... Tu és C 42, não és?

ou apenas:

- C 42!

Não falha! É sucesso garantido! Vai ser como se o cupido lhe tivesse acertado com a seta! Aprendam que eu não duro sempre...

Então e aqueles jogos em que temos que tentar comer mais bananas do que um macaco oponente, ou fazer mais flexões que um indivíduo que está ao nosso lado ou marcar uns penalties? Dizem que oferecem um toque de telemóvel... Não posso confirmar se isso é verdade porque farto-me de tentar ganhar esses jogos e nunca consigo. São muito complexos! Uma vez estive quase, quase a conseguir comer mais bananas do que o outro macaco, mas no último segundo ele ultrapassou-me. Tanta complexidade e jogos tão desafiantes fazem-me pensar que o prémio é algo de muito especial... Se não fosse, se o objectivo deles fosse só o de nos impingir publicidade indesejada, faziam uma coisinha mais simples para toda a gente conseguir.

Até logo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Algumas coisas



"Quando odeias alguém, odeias nessa pessoa algo que é parte de ti. Aquilo que não faz parte de nós não nos incomoda"

Herman Hesse

"Olha que... Foda-se!"

Marco Borges (concorrente do Big Brother 1)

Imagino que estejam completamente abismados com a minha classe em começar um post com duas citações, e que citações. Imagino também que já se estejam a perguntar sobre o que é que eu vou escrever. Eu gostava de vos dizer mas, neste preciso momento, não faço a mínima ideia. Decidi que iria escrever algo para o blog, arranjei duas citações, que é algo absolutamente imprescindível se não soubermos o que vamos escrever, e aqui estou eu à frente do computador a tentar descortinar alguma coisa interessante para vos dizer. Mas não sai nada...

(silêncio incómodo)

Então e o advogado de defesa do Carlos Cruz foi dizer que as acusações do seu cliente são "fantasias de adolescente"? Tem a sua razão, sim senhor... Não se lembram dos vossos tempos de adolescente em que, depois de verem o "1,2,3", se iam deitar e sonhar com o Carlos Cruz? E que lascivos esses sonhos... Não se lembram de forrar as paredes dos vossos quartos com posters do Carlos Cruz? Acho que é um comportamento típico dos adolescentes, fantasiar com o Carlos Cruz, fantasiar que somos órfãos, que vivemos numa instituição, que este nos vem visitar e... Quem nunca passou por isso não sabe o que é a adolescência!

Então e este título: "Guerra irá definir quem será o primeiro-ministro de Israel". Acho muito bem! Até aqui tem sido o povo israelita a decidir e não tem dado muito bom resultado. Ao menos ao escolherem uma entidade isenta e objectiva como a Guerra para eleger o primeiro-ministro pode ser que as coisas mudem. Toda a gente já parte do princípio que a situação no Médio Oriente nunca vai mudar, por isso ao menos que se experimentem novas alternativas... Quem sabe se a solução não virá do local mais inesperado? Até agora, aquilo a que chamam guerra está 500-10 para os israelitas (500 palestinianos mortos para 10 israelitas, mais coisa menos coisa). É um autêntica cavazada. Fazendo uso de gíria futebolística inspirada em gíria de guerra eu diria que os palestinianos estão a ser massacrados... Vá lá! Acabem lá com isso!


Aproveito para acrescentar alguma coisa de útil a este post completamente inútil. A imagem de cima faz parte da obra "Palestina" de Joe Sacco, uma espécie de correspondente de guerra que usa a banda desenhada para passar a sua mensagem. Para além de Joe Sacco ser um artista genial, com uma perspectiva única sobre as coisas e que usa um meio que permite uma versatilidade que outros não permitem (a banda desenhada), esta obra, já com uns anitos, oferece-nos uma perspectiva única sobre o conflito israelo-palestiniano. Os desenhos são muito expressivos, tem um ritmo espectacular e a história é... aquilo que sabemos... ou então não sabemos assim tão bem... Entretanto já escreveu graphic novels igualmente geniais sobre a guerra na Jugoslávia. Recomendo vivamente (Já pareço aquele Professor que aparece aos domingos à noite na televisão. Já não me lembro é muito bem do nome dele. Vitor? Anselmo? Dêem-me lá uma ajuda...).

Este livro aparece frequentemente na pobrezinha secção de banda desenhada da Fnac caso o queiram adquirir (que pretensão a minha, a de julgar que sou tão importante para quem quer que seja que lê isto para os fazer gastar dinheiro em livros...). Para além disso, ofereço-me também para emprestar os dois volumes em português que possuo a quem estiver interessado! Não fazendo eu mais do que a minha obrigação visto que é uma história que urge divulgar...

Além disso, se quiserem posso oferecer-vos um exemplar que tenho da obra do já referido neste post Ricardo Sá Fernandes, "O Caso de Camarate", que comprei só porque estava a 3 euros e que provavelmente nunca irei ler... Ainda vou fazer um passatempo no blog para me livrar desse livro, mas acho que nem assim... (bela ideia para um post, é pena este já estar a acabar)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009: não te ponhas a pau que eu não quero...


10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... 0!

Já posso? Então aqui vai.

Se eu pudesse, pegava no ano de 2008, barrava-o de Tulicreme e atirava-o para um ninho de formigas assassinas, enquanto o pontapeava nos zeros (2008), principalmente no da direita que é o mais sensível. Esperava que as formigas, as vespas e as ratazanas, que entretanto chegariam ao local, fizessem o seu trabalho com o Tulicreme e com as zonas mais sensíveis do corpo de 2008, nomeadamente as verilhas e aquela parte atrás dos joelhos, só para dar dois exemplos, pegava nele, prendia-lhe um gancho à parte de cima da cabeça, amarrava uma ponta de uma corda ao gancho e a outra ponta ao pescoço de uma avestruz. A seguir, pedia a um amigo meu que é um Índio Sioux (o Arranca Tampas na Madrugada) para, com um x-acto, cortar, bem cortadinho pelo picotado, o escalpe a 2008 e mandava um pontapé à avestruz. Enquanto esta pitoresca ave corria às voltas com a tampa de 2008, despejava duas garrafas de vodka no crânio desprotegido do maldito ano em que se realizaram os Jogos Olímpicos de Pequim e deitava fogo. Encostava-me a uma árvore, a saborear o restinho da garrafa de vodka, a apreciar a agonia e o desespero do maldito ano que vem logo a seguir a 2007. Há coisas pelas quais vale a pena viver...

Para descansar um bocadinho, colocava este ano que passou numa sala de privação sensorial, toda branca com paredes almofadadas. Amarrava-o a uma cadeira e colocava uma televisão à sua frente. Aí, o ano em que foi eleito o Primeiro Presidente Negro dos EUA, seria obrigado a assistir, durante 24 horas por dia, durante 6 meses, a um talk show em que a Maya, o Cláudio Ramos, o Fernando Mendes, o Manuel Luís Goucha e o Miguel Sousa Tavares discutem pesca, curling e a vida romântica do Cristiano Ronaldo, com banda sonora de André Sardet e com um cenário com a imagem de Jorge Nuno Pinto da Costa todo nu, a ver-se tudo e, colocado de maneira a que, em cada close up do Cláudio Ramos se consiga ver com muito, e quando digo muito é mesmo muito, detalhe as partes íntimas do Presidente do FCP. Tanto quanto é possível descortiná-las, obviamente. O José Castelo Branco podia ir aparecendo de vez em quando para fazer um strip e para rezar o terço (intercaladamente ou simultaneamente) para desenjoar um bocadinho.

Depois de tudo isto, vestia o ano de 2008 de Bob Marley, com pintura e tudo, e mandava-o para um comício do PNR. Deixava os carecas fazerem o seu trabalhinho e, para finalizar, arranjava um caixão revestido a pregos e enterrava o ano de 2008 vivo.

"Ah, então vais deixá-lo morrer assim. Coitado, não se deve enterrar ninguém vivo... Já devias saber isso!". É verdade. Eu sei. Têm toda a razão. Ele não mereceria o acto de misericórdia de o deixar morrer. Arranjava maneira de este ter sempre o mínimo de oxigénio e alimentava-o por via intravenosa. Deixava-o estar lá um ano. Assim, enterrado vivo, na escuridão, sem se mexer e em contacto permanente com aguçados pregos. É coisa para doer. Depois deixava-o ir embora e dizia-lhe:

- É para aprenderes! Nunca mais te metas comigo!

2009, considera isto um aviso. Eu sei que ainda mal começaste e que ainda muita coisa pode acontecer. Se te portas mal, é isto que te faço... No mínimo...



Um pouco doentia e macabra, esta descrição. Concordo. Mas fez-me bem vingar-me deste malfadado ano, que correu mal do primeiro ao último segundo.