sábado, 2 de maio de 2009

É um pássaro? É um avião? Não! É o Alberto João!


Tenho muita admiração pelo político (e pelo homem) que é Alberto João Jardim. Tanta admiração que acho que deviam enfiá-lo num frasco gigante de formol para, assim, conservarem melhor este portento da espécie humana que é o Presidente do Governo Regional da Madeira. Pelo bem das gerações futuras.

Muitas vezes ouvimos as pessoas do Continente (e as do Pingo Doce, embora menos frequentemente) a falar mal do Alberto João Jardim. Quantas vezes não ouvimos dizer que ele é um ditador, que ele é prepotente, que ele é rude, que ele parece um orangotango hermafrodita que foi abusado sexualmente em criança por um grupo de chimpanzés e que, por isso, foi entregue pela sua família biológica a um grupo de hienas?

Confesso que já estou farto disto! Parem de o comparar a um orangotango!

As pessoas da Madeira elegeram-no democraticamente. E quem melhor do que as pessoas da Madeira para conhecer o Alberto João? Ao fim ao cabo são vizinhas dele. Se escolhem votar nele há tantos anos, ainda que sob ameaça de perder o emprego e de ver a sua família cair em desgraça se não o fizerem, é porque ele até é competente (já para não falar dos seus outdoors). E não, não é assim tão parecido com um orangotango, embora concorde que pelos seus modos, bem que podia ter sido adoptado por um casal homossexual de hienas.

O último ataque de que este grande estadista foi vítima tem a ver com a acusação de que gastou meio milhão de euros em viagens "secretas".

Perante um título destes a tendência é pensar que o Alberto João andou a gastar o orçamento do Executivo em viagens "secretas" ao Brasil ou à Tailândia por motivos turísticos. E se fosse? Todo o justo merece o seu descanso... E há alguém mais justo do que Alberto João Jardim?

E não é "justo" da mema maneira que uma calças de cabedal de tamanho 32 ficam justas a uma pessoa que veste o 44.

Embora deva lamentar que não possamos vestir a pele do Alberto João Jardim. Se o pudéssemos fazer, não só chegaríamos à conclusão de que esta não é, de todo, justa (teriamos que subir um bocado as bainhas e estreitar a cintura) mas também, e principalmente, compreenderíamos o que é estar, literalmente, na pele deste grande estadista (e não é fácil... principalmente durante o Carnaval).

Mas não... O Alberto João Jardim não foi ao Brasil nem, tão pouco, à Tailândia. É falacioso tirar este tipo de conclusões sem uma reflexão prévia sobre o conceito de "viagens secretas". E levanto a seguinte questão para que possamos fazer uma espécie de brainstorming... Que razões é que levam alguém a fazer viagens "secretas"? Podem responder... Não tenham medo... Façam de conta que o Alberto João Jardim não lê este blog...

Prostituição.

Pedofilia.

Uma amante.

Gastronomia.

Porquê Gastronomia? Isso é mesmo ridículo! Quem faria uma viagem "secreta" por motivos gastronómicos? Porque é que alguém haveria de esconder isso?

Se fosse antropófago...

Bem visto... Mas devo dizer-vos uma coisa. Todas as vossas razões são ridículas e vão de encontro à ideia falaciosa de que há qualquer tipo de má intenção de Alberto João Jardim por detrás das suas viagens "secretas".

Só há um motivo pelo qual imagino um homem como Alberto João Jardim viajaria secretamente e esse motivo é salvar o Mundo. E não se pode querer salvar o Mundo sem gastar dinheiro... Peço desculpa a todos os indíviduos de óculos do Tribunal de Contas que criticaram o meio milhão de euros que o Executivo da Madeira gastou em viagens secretas, peço desculpa por esse dinheiro não ter sido investido em material de escritório, computadores ou comida para os pobres. Salvar o Mundo não é uma coisa assim tão importante pois não?

Pois eu digo-vos isto, os meus pedidos de desculpa são irónicos. E declaro com todas as minhas forças: deixem o Alberto João Jardim em paz. Deixem-no fazer ao Mundo o que ele fez à Madeira. Não viveriamos num Mundo melhor se, tal como os madeirenses, tivéssemos acesso gratuito a um jornal diário com crónicas do Alberto João Jardim? Este Mundo não seria um local bem mais respirável se, tal como os madeirenses, toda a gente tivesse acesso a um fogo de artíficio tão magnânime na passagem de ano?

Será que vamos criticar o único super-herói que temos só porque uns indivíduos de óculos do Tribunal de Contas nos dizem para o fazer?

Devemos é ter orgulho no Alberto João Jardim que, de dia, é o calmo, sensato e bondoso Presidente do Governo Regional da Madeira e, à noite, depois de vestir o seu fato de licra e de vestir as suas cuecas por cima desse fato de licra, coloca uma capa e um capacete de gladiador e, na sua banana voadora, vai salvar o Mundo, livrando-nos de todos esses bastardos e maltrapilhos que o assombram.

Conseguir isto por meio milhão de euros é uma pechincha, senhores do Tribunal de Contas.
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