quinta-feira, 4 de abril de 2013

O guru do combate ao desemprego

Tenho visto pessoas a utilizar os termos mais elogiosos possíveis para se referirem a Miguel Gonçalves, como "criativo", "guru do empreendedorismo" ou, e isto é verdade, "génio".

Até gostava de saber o que é que uma pessoa que se refere a Miguel Gonçalves como génio tem reservado para um Einstein, mas adiante.

Pelo que percebi, a "agência" dele, essa mãe de todas as startups que tem vindo a revolucionar o mercado português e o Mundo em geral, especializa-se em comunicação empresarial entre outras coisas vagas e generalistas mas absolutamente essenciais para o funcionamento de uma empresa. Seria de esperar que um "génio" deste calibre percebesse de marketing, não era? Mas pelos vistos não. Foi associar a sua imagem (que é o seu produto, para usar a terminologia desse pensador) ao Miguel Relvas. O que na realidade portuguesa em termos de marketing é o equivalente a vestir uma farda das SS em Israel.

Salvaguardando as devidas distâncias, obviamente. O Miguel Relvas não é nazi. Neste ponto, há que fazer justiça ao homem, de todas as coisas abjectas que Miguel Relvas é, nazi não é uma delas. Também porque é difícil ser uma coisa que provavelmente não se sabe o que é. Mesmo assim, não ser nazi não lhe fica nada mal. Diria mais, a grande qualidade de Miguel Relvas é não ser nazi (aqui está uma boa frase para colocar na lápide de Miguel Relvas. E já que estou numa de o elogiar e para que ninguém me acuse de ter utilizado uma falácia Reductio ad Hitlerum contra Miguel Relvas, devo acrescentar que tenho a certeza que mesmo que soubesse o que era um nazi e que os próprios nazis o deixassem ser nazi, Miguel Relvas não seria nazi.

Concluindo, se calhar não fazia mal a Miguel Gonçalves estar um bocadinho mais atento a política. O que, admito, não é fácil quando se trabalha 24 horas e pico por dia.
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