terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porque nunca irei ser realizador

Deixei-me contagiar pela febre dos Óscares e deixo aqui finais alternativos e/ou possíveis sequelas para alguns filmes:



"A Vida é Bela" - Quem não gostou d'"A Vida é Bela" de Roberto Benigni? Estou certo que é o filme preferido de muito boa gente e, deixo a questão, qual o contexto mais adequado para umas graçolas em italiano? Adivinharam! Um campo de concentração durante a 2.ª Guerra Mundial! É que não consigo imaginar um sítio mais castiço para mandar umas piadas! Só de pensar num Campo de Concentração fico logo com vontade de me atirar de um penhasco às gargalhadas que é algo, diga-se, que faço muito habitualmente quando estou a ver o Preço Certo...
Como hipótese para um final alternativo deixo a questão: e se o miúdo, depois daquilo tudo, morresse? Depois da paixão assolapada do pândego do Roberto Benigni pela Principessa, depois de nos ter conquistado com a sua luta para transformar o Campo de Concentração numa experiência positiva para o seu filho, seria hilariante se o miúdo não sobrevivesse. Deixando-nos a seguinte mensagem: "Tipo, a vida é assim, nem sempre os nossos esforços são recompensados, mas divertimo-nos à grande enquanto durou, não foi? Tentas para a próxima vez que te levarem para um campo de concentração. Oportunidades não vão faltar... Era o que normalmente acontecia nos Campos de Concentração, as pessoas morrerem.. E bastante, diga-se de passagem... Às vezes, por muito boas intenções que tenhamos, há esforços que são inglórios...". Além disso, uma mensagem começada pela palavra "tipo" nunca é de desprezar. Melhor do que isso só uma mensagem começada por "É assim".




"Fight Club" - Em vez do final dramático deste filme, não seria mais engraçado se a personagem sem nome do Edward Norton chegasse a um acordo com Tyler Durden (Brad Pitt) em que de dia ele era o Edward "sem nome" Norton e, à noite, o Tyler "muito mais interessante e um pouco menos avariado do capacete" Durden. Isto poderia dar origem a uma sequela muito engraçada, intitulada, por exemplo "As aventuras e desventuras de um maluco que vale por dois" ou "Loucura a dobrar" ou "Fight Club 2: o fim da macacada". Adoraria alugar este filme no clube de vídeo! Já estou a imaginar estes dois malucos a combaterem o crime com o doido do Tyler Durden a armar toda a espécie de disparates à noite para o Edward Norton levar com as consequências durante o dia... Ou o Edward Norton apaixonado por uma rapariga e o Tyler Durden a fazer de tudo para aquilo não resultar... Que galhofa!




"América Proibida" - Não concordo com o homícidio, no final, da personagem de Edward Furlong (spoiler alert! Ah! Já veio tarde... Desculpem lá, ok?). Em vez disso, acho que o Edward Furlong (o irmão mais novo) devia juntar-se ao negro que lhe mandou um balázio (lembro que o irmão deste rapaz foi assassinado de uma forma brutal pelo ex-skin head (Edward Norton, quem mais) e irmão mais velho de Edward Furlong (daí a revolta do rapaz...)). E para que é que se juntariam estes dois? Para formarem uma parelha de combate ao crime! Nesta sequela Edward Furlong e o seu amigo negro metiam-se em toda a espécie de sarilhos e, por acidente, vir-se-iam envolvidos num plano para acabar o Mundo, orquestrado por uma organização secreta comandada por um tipo narcoléptico e fanhoso com uma paixão assolapada por columbofilia. Enqunato isso, andariam por aí a fumar charros e a meterem-se com miúdas, sem muito sucesso, claro. O gordo (aquele skin head que depois fez do irmão estúpido do Earl no "My Name is Earl") podia ir entrando de vez em quando para fazer umas asneiras e para lançar, indiscriminadamente, aquela que poderia ser a sua catch phrase: "Mas que droga, meu chapa!" ou "Vamo' dar um fora nisso, cara?" (até já imagino uma dobragem em brasileiro como eu gosto).




"Titanic"
- Acho que o Leonardo DiCaprio devia ter morrido logo no início para nos poupar 3 horas de sacrifício. Uma marreta na cabeça ou raiva serviam muito bem.




"Jurassic Park"
- Sei que este já tem muitas sequelas, mas deixo aqui esta ideia para quem quiser pegar nela. Um Velociraptor, prestes a comer uma criança, olha bem para ela e sente uma compaixão tal que não consegue concretizar a refeição. Esta súbita percepção por parte dos dinossauros de que são capazes de ter sentimentos altruístas em relação a outrém desencadeia um rápido e inesperado processo de evolução, criando condições para sobreviverem ao próprio homem (comendo-o, por exemplo). Passados milhões de anos, um douto dinossauro descobre genes humanos conservados em âmbar e decide replicar a já extinta espécie humana, com fins científicos e lúdicos, visto que um dos seus objectivos é a criação de um parque temático para que as crianças dinossauros pudessem aprender algo sobre o Mundo... E é aí que os problemas começam... Perigosos e sedentos homens a atacar dinossauros, os perigos de querer fazer o trabalho de Deus, os dilemas éticos de tentar recriar algo que a Natureza se encarregou de extinguir... Caro realizador de Hollywood que lês este blog, pensa nisso...




"Sozinho em Casa"
- Outra sequela deste glorioso filme mas, desta feita, Macaulay Culkin já tem 45 anos e, ainda traumatizado por ter ficado duas vezes sozinho em casa quando era miudo, continua a viver em casa dos pais e não os larga onde quer que eles vão. Já sem o espírito engenhoso dos seus 8 anos, Macaulay Culkin é posto de novo à prova quando os seus pais morrem e os ladrões de sempre resolvem aproveitar a oportunidade para finalizar aquilo que deixaram a meio nos outros filmes... E conseguem, da maneira mais dolorosa possível para Macaulay Culkin... Mais não digo... "Sozinho em Casa: para sempre"




"Um Porquinho chamado Babe"
- Espécie de drama da 2.ª Guerra Mundial, protagonizado por animais. É preciso dizer mais alguma coisa? Claro que é! A acção passa-se na Mealhada. "A Lista de Babe" seria um bom nome...




"Música no Coração"
- Depois da fuga da Áustria, o patriarca dos Von Trapp resolve arranjar emprego num hotel isolado com fama de ser assombrado nos confins da Suíça para poder dedicar-se à vontade à escrita. Além disso, não deixa de ser uma boa maneira de levar esta irritante família para um sítio onde possam cantar sem chatear ninguém... Só que as coisas dão para o torto quando o pai se passa da cabeça e desata a matar toda a gente à machadada, incluindo o Filipe La Féria que resolveu aparecer para dizer olá. E não é que conseguimos simpatizar com este anti-herói, que não pára de gritar "Calem-se com essa merda! "Dó, ré, mi, fá, sol... Já nem vos posso ouvir! Há 5 anos que ando com esta música estúpida na cabeça! Já sei que as colinas estão vivas, não precisas de repetir isso 1427 vezes por dia com essa voz esganiçada, sua vaca! Já percebi porque é que te expulsaram do convento! Se eu soubesse que era para isto tinha ido para a frente soviética seu bando de gente loira, estúpida e irritante!"? Quem não teria um surto psicótico se tivesse que viver naquela casa? Guilty! (Eu sei que vocês perceberam: Shinning meets Música no Coração).




"Sexto Sentido"
- Neste caso mudaria um pouco o sentido ao filme. O miúdo, convencido de que vê gente morta tenta convencer o Bruce Willis de que ele está mesmo morto. Para tal espeta-lhe uma faca no coração... E não é que o gajo está vivo? Grande final, não? Andamos o filme todo a pensar que ele está morto e ele, afinal, está vivo! Ou estava...


E é só, não me lembrei de mais filmes! Deixo aqui um desafio para vocês (sim, vocês os 4), e se dessem ideias de filmes e finais alternativos para os mesmos? Era engraçado, não?


P. S. Não queiram saber como nem porquê e peço-vos que não me perguntem, mas hoje descobri que o coelho é uma ave...
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