sábado, 28 de fevereiro de 2009

A grandeza do Universo


Quando olhamos de uma falésia para o horizonte, para todo aquele mar, sentimo-nos pequeninos em relação à grandeza da Natureza e de todo o Universo. E, quando nos sentimos assim, pequeninos, do tamanho de formigas, do tamanho de grãos de areia, do tamanho de átomos, só precisamos de ver um congresso partidário para nos sentirmos grandes outra vez...

O que me irrita na natureza é a sua mania de nos fazer pequeninos... Quando fazemos algo de grandioso como um edíficio de 100 andares lá vem a natureza com um terramoto e pumba! Quando achamos que duramos muito se vivermos 100 anos lá vem a natureza com aquele facto inquestionável de que 100 anos, em termos universais, não equivalem à pintinha de um "i" no grande livro de milhões de biliões de páginas que tem a história do Universo.

É por isso que, quando vemos coisas baixas e reles como um Congresso Partidário, a nossa auto-estima sobe. Afinal, até temos alguma grandeza. A grandeza de não andarmos metidos naquelas embrulhadas. A grandeza de sabermos que, à beira do Universo, contamos tanto como um pequenino e insignificante átomo de uma bactéria que habita no sistema digestivo de um ácaro, que por sua vez montou residência no colchão de um indivíduo chamado Edmundo que, apesar de ter muitos defeitos, nem sequer é alérgico a ácaros (talvez sejamos um pouco menos do que isso)... A grandeza de não nos andarmos a armar em grandes, a dar lições de arrogantes púlpitos, com arrogantes slogans como se fôssemos deuses do Universo...
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