Alfredo era uma pessoa ponderada e sensata, que não dava um passo sem pensar duas vezes. Morreu enquanto reflectia nas diversas implicações, nuances, sentidos e interpretações da última frase que lhe foi dirigida: "Sai da frente do comboio, estúpido!".
Sejam felizes. Nada mais importa. Aliás, num mundo ideal teria obrigatoriamente de existir uma força policial que garantisse que os nossos níveis de felicidade estão de acordo com a norma. Nem que para isso tivesse que usar a força.
sábado, 6 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Dissolver coisas
A última pessoa a dar o benefício da dúvida a Passos Coelho para além de Cavaco
"E eu que achava que o Passos Coelho era o gajo que ia levar isto para a frente. É que olhava para ele e via o filho biológico português do Roosevelt, do Churchill, do Nelson Mandela, de um dragão e do Wolverine se fosse possível 3 líderes carismáticos, uma criatura mitológica e um super-herói terem um filho em conjunto.
E ainda bem que não é possível, nem quero imaginar uma noite de amor entre estas 5 personagens. Enfim, quanto maiores as expectativas maiores as desilusões."
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A sinceridade pode destruir o Mundo
- Então? O que é que achas dos meus quadros?
- Sabes que não sou capaz de te mentir por isso tenho que ser muito sincero, detestei...
- OK!
- Não me leves a mal...
- Não, não, na boa... É a tua opinião...
- ...mas a pintura não é a tua cena, Hitler. Acho que deves arranjar outra maneira de expressar os sentimentos que tens aí dentro...
- Vou pensar nisso... Obrigado pela tua sinceridade!
(Diga-se o que se disser o Hitler conseguia encaixar críticas)
Quem gostar da minha página no Facebook habilita-se a poder tatuar um dos quadros do Hitler nas costas.
- Sabes que não sou capaz de te mentir por isso tenho que ser muito sincero, detestei...
- OK!
- Não me leves a mal...
- Não, não, na boa... É a tua opinião...
- ...mas a pintura não é a tua cena, Hitler. Acho que deves arranjar outra maneira de expressar os sentimentos que tens aí dentro...
- Vou pensar nisso... Obrigado pela tua sinceridade!
(Diga-se o que se disser o Hitler conseguia encaixar críticas)
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terça-feira, 2 de julho de 2013
Smile, Big Brother is watching you
A frase "Sorria, está a ser filmado" pressupõe que nos devamos sentir gratos? Porquê sorrir? É suposto sentirmos o síndrome do emplastro sempre que estamos a ser filmados? Há algum tipo de alegria primária por detrás da ideia de que a nossa actividade está a ser monitorizada? Estarmos a ser filmados dá um propósito à nossa existência? É para nos enganarem, fazendo-nos pensar que estamos a ser filmados porque merecemos e não para nos apanharem se nos lembrarmos de roubar alguma coisa ou, no caso de sermos uma gaja boa, para melhorar um bocadinho a vida monótona dos seguranças que controlam estas coisas? Como é que eles sabem se estamos a sorrir ou não se a qualidade da imagem da maior parte das câmaras de segurança está ao nível da de uma ecografia das antigas? Será uma espécie de casting? Devemos esperar um telefonema de alguém importante a oferecer-nos trabalho pelo nosso desempenho?
("Vi umas imagens suas numa bomba de gasolina e achei que era perfeito para desempenhar o papel de Mussolini. Você é a imagem perfeita de ditador egocêntrico que dá vontade de desmembrar. A semelhança é tão incrível que tem muita sorte por até agora ninguém o ter desmembrado e espalhado por várias partes de Itália! Estamos também a fazer um filme sobre gente estúpida, feia, com ar esquisito, daquelas que só de olhar já dá vómitos e que sugam a alegria de viver a todos os que estão à sua volta. Talvez tenhamos um papel para si")
Porque não utilizar a frase "roube qualquer coisa, está a ser filmado e precisamos de justificar o investimento num sistema de segurança" ou "faça qualquer coisa parva, está ser filmado e não há vídeos suficientes de gente a fazer coisas parvas no youtube" ou "está a ser filmado"?
Se gostarem da minha página no facebook habilitam-se a ir ver o Big Brother ao vivo.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Medo do compromisso
"Sempre tive dificuldade em assumir compromissos. São uma prisão e eu sou e sempre serei um homem livre. O lugar de um leão é na selva, a comer os antílopes que lhe apetece, a rosnar alto e a abanar a juba ao vento para impressionar leoas. Para quê fazer a escolha voluntária de ir para um circo levar chicotadas de um domador qualquer quando se pode ser o rei da Selva? A mim não me apanham no circo!" pensava ele enquanto escolhia qual a melhor gravata para usar no jantar com os pais da sua amiga colorida.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Pedir perdão
Em que altura é que se deu a decadência da palavra perdão? Começou por ser uma palavra utilizada para, de forma nobre, emendar erros cometidos e procurar a redenção aos olhos de alguém para ser apenas utilizada quando se dão arrotos...
Até assassinos pedem perdão por arrotarem como se fosse o seu acto mais abjecto.
Quando é que pedir perdão passou a dizer respeito exclusivamente a arrotos? Terá sido o programa da SIC "Perdoa-me" a destruir a palavra perdão para toda a gente? Foi nessa altura que os portugueses perceberam a mensagem? "Depois desta porcaria, só vou pedir perdão depois de arrotar!".
Não sei. Mas depois de arruinarem o "perdão" temo pelo "por favor" e pelo "com todo o respeito". É que apesar de continuarem a ser utilizadas nos seus contextos originais, tenho ouvido coisas tão perturbadoras como "Queres fazer o favor de te pôr a andar antes que te arrebente o focinho?" ou "Com todo o respeito, és um grandessíssimo filho da puta".
É a evolução.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Conversa sobre super-poderes
- Se pudesses ter um super-poder, qual é que escolhias?
- Escolhia o poder de com um simples estalar de dedos engravidar todas as mulheres do Mundo ao mesmo tempo. E ter a memória de fazer amor com todas elas. Embora isso não acontecesse na prática…
- No fundo, escolhias o poder de violar em massa todas as mulheres do Mundo… E como seria o teu fato de Super Tarado?
- Estás a fazer uma interpretação maliciosa… Basicamente teria o poder de fazer a todas as mulheres do Mundo aquilo que Deus fez à Virgem Maria. Se não há nada mais bonito do que o nascimento de uma criança, imagina o nascimento de centenas de milhões delas? Existe poder mais altruísta do que este? Os poderes de voar, da invisibilidade, de visão raios-x são poderes egoístas, no sentido em que servem para pouco mais do que dar uma sensação de superioridade ao seu portador. O meu super-poder seria uma dádiva de milhões de pessoas a toda a Humanidade. Um novo futuro.
- Belo presente! A Humanidade ficaria muito agradecida por esse babyboom de irmãos. Toda uma nova geração que para poder procriar terá que recorrer ao incesto… A questão da consanguinidade não te preocupa? Não te perturba a ideia de os teus milhões de filhos, com os quais não tens qualquer vínculo emocional, andarem a cometer incesto entre si? E depois há questões práticas. O que é que acontecia às mulheres que já estivessem grávidas? O teu bebé comia o anterior ou conviviam juntos no mesmo útero? E as mulheres comprometidas? Gostavas que algum "super-herói" fizesse isso à tua namorada?
- São boas questões… Se calhar escolhia outro poder. O poder de impedir que houvesse algum super-herói que engravidasse todas as mulheres do Mundo ao mesmo tempo. Se isso alguma vez acontecesse teria o poder de provocar um aborto global.
- És uma pessoa sensata.
- E tu? Que super-poder escolhias?
- O poder de falar com animais.
- O poder de falar com animais.
- Como o Dr. Doolittle?
- Sim.
- Porquê?
- Porque gosto de animais e gostava de poder falar com eles, saber a sua opinião, debater e assim criar um Mundo melhor…
- Sabes que os animais não são personagens de um filme da Disney. Têm uma estrutura cognitiva diferente da nossa. Provavelmente não conseguirias debater o o conflito israelo-palestiniano com um tigre. Enquanto expunhas a tua opinião ele iria simplesmente estar a pensar na sua próxima refeição. Que neste caso seria muito provavelmente o humano que está a discorrer sobre as implicações da existência do Estado de Israel. Pode parecer estranho, mas o instinto da maior parte dos animais é ignorar questões centrais de geopolítica. O teu poder só faria sentido se, paralelamente, fosse atribuída a todos os animais uma inteligência semelhante à nossa. O que iria provocar um enorme desequilíbrio na natureza. Já imaginaste se todas as formigas do planeta, que devem ser aos triliões, tivessem as mesmas aspirações e colocassem as mesmas questões existenciais que os seres humanos? E o que isso implicava ao nível do ecossistema? Seria insustentável! Nem quero imaginar um Mundo em que as formigas quisessem ter iPads, estudar cinema ou tirar selfies a toda a hora. O instagram crashava todos os dias! Já pensaste nisso?!
- Tens razão. Tenho uma visão infantil dos animais. Não somos grande coisa a escolher super-poderes…
- Pois não. Se voltasses atrás no tempo e adoptasses um cão abandonado e, depois de te afeiçoares ao animal, descobrias que ele iria transformar-se numa pessoa e que essa pessoa era o Hitler o que é que fazias?
- Excelente pergunta!
Se gostarem da minha página no facebook podem ganhar uns óculos iguais aos do Clark Kent (só que com um nariz e um bigode acoplados porque só o Super Homem tem o poder de ficar irreconhecível de óculos).
Se gostarem da minha página no facebook podem ganhar uns óculos iguais aos do Clark Kent (só que com um nariz e um bigode acoplados porque só o Super Homem tem o poder de ficar irreconhecível de óculos).
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Crítica cinematográfica sobre uma coisa que não é bem um filme
O melhor que se pode dizer de Ressaca - Parte 2 é que o actor com melhor desempenho é um macaco, curiosamente o mesmo tipo de animal que os autores do filme parecem considerar que é o seu público alvo. Assim é fácil, um macaco tem sempre piada. Ponham um macaco n'"A Lista de Schindler" e até aí o bicho tem piada (felizmente o Spielberg resistiu à tentação). Mas é muito pouco para salvar um filme. Se há coisa que detesto mais do que um mau filme (e eu até sou capaz de gostar de maus filmes) é um filme que para além de ser mau, tenta fazer de mim estúpido. A premissa "Vamos fazer exactamente o mesmo filme, mas agora na Tailândia e com um macaco" é um insulto à inteligência do público. Agora vejo que vai sair a Ressaca - Parte 3, numa tentativa de nos provar que há coisas bem piores do que
Se fizerem like na página deste blog habilitam-se a ganhar um pequeno almoço na barriga do Zach Galifianakis.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Romantismo
Se há coisa que me revolta mesmo é falta de romantismo (e terrorismo, pior que isso só romantismo terrorista). Detesto que os homens tenham de se ajoelhar enquanto pedem as mulheres em casamento. Se é para acompanhar o pedido de casamento com uma demonstração física ao menos que façam uma coisa um bocado mais complexa, à altura do sentimento que estão a demonstrar.
Um flick-flack, malabarismo com gatos a fazer de bolas, um mortal à Fernando Couto ou tocar a ponta do nariz com a língua são demonstrações físicas bem mais românticas e muito mais dignas de sublinhar um momento tão importante na vida de uma pessoa como um pedido de casamento do que um reles ajoelhar.
Qualquer um se ajoelha, mas nem toda a gente consegue enfiar 15 cachorros na boca ao mesmo tempo. Alguma mulher diria que não a um pedido de casamento de um homem com tamanho talento? Quanto mais não fosse para o homem não morrer a pensar que ela lhe disse que não. Ninguém diz que não a um moribundo.
(excerto da minha candidatura para ghostwriter do Nicholas Sparks)
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Lágrimas de crocodilo
Lágrimas de crocodilo é o termo utilizado para descrever a profunda tristeza que os crocodilos sentem quando se apercebem que o ser humano que estão a devorar está a usar um pólo da Lacoste.
É como perceber a meio do jantar que estão a comer um amigo*.
A não ser que se deparem com esses casos supremos de ironia que são pessoas que usam pólos da Lacoste e sapatos de pele de crocodilo. Aí interrogam-se: "O que é que há de errado com esta gente?! O Mundo está perdido! Mas o que é que eu sei? Sou só um simples crocodilo/mascote de marca de vestuário de luxo". E continuam a comer.
*Parecendo que não, é uma coisa capaz de estragar uma refeição. Já nem sabe ao mesmo. Como diria um canibal: "É difícil apreciar devidamente a comida quando não conseguimos deixar de pensar em todos os bons momentos que passámos com a pessoa que está no nosso prato".
Se a minha página no facebook chegar aos 37 milhões de likes ofereço pólos da Lacoste autografados por mim, pelo Presidente dos EUA Barack Obama e pelo Bastonário da Ordem dos Advogados Marinho Pinto a toda a gente.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O obituário da Aranha Homem
Não foi só o Homem Aranha que ganhou poderes depois de ter sido mordido por uma aranha radioactiva. Houve naquele momento uma troca e também a aranha radioactiva ganhou algumas características humanas que a tornaram distinta das restantes aranhas: uma maior inteligência, capacidade de fabricar e usar instrumentos, angústia existencial e uma vontade inexplicável e inconfessável de ver reality shows.
Assim nasceu a Aranha Homem.
Só que ao contrário daquilo que aconteceu com o Homem Aranha, os poderes humanos da Aranha Homem não lhe serviram de grande coisa. Isolaram-na das outras aranhas e reflectiram-se negativamente na sua capacidade de trepar paredes e de produzir teias de aranha. Os seus poderes humanos mais não fizeram do que transformá-la numa aranha extremamente mariquinhas.
Acabou por se enforcar na própria teia por não aguentar a dor psicológica de ter de assistir à morte lenta de inúmeros insectos em teias de aranha. Dor essa agravada pela alegre indiferença com que este bárbaro espectáculo era encarado pelos seus pares. O poder de sentir empatia matou-a. Deixou uma vasta obra literária que nunca vai ser lida por nenhuma aranha.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Arranquei-lhe os tomates à dentada. Qual é mesmo o seu problema, sôtor?
Aqui está a melhor ameaça de sempre feita por um Secretário de Estado britânico: "Se volta a falar assim com os meus técnicos, arranco-lhe os tomates à dentada e envio-lhos dentro de uma caixa".
Não percebo é a lógica de enviar os tomates ao homem dentro de uma caixa. Porque é que ele não lhe devolve os tomates na hora, logo depois de os arrancar à dentada? Tem que os levar para casa? Para os analisar e ver se está tudo bem? E ainda se dá ao trabalho de os meter numa caixinha para não os estragar. Parece-me um procedimento demasiado cuidadoso para quem anda para aí a arrancar testículos à dentada.
Poderá sempre acrescentar uma missiva à encomenda:
Exmo. Sr.,
Venho por este meio devolver-lhe os testículos que lhe arranquei à dentada no outro dia. Deve ter-se perguntado "onde é que aquele tipo vai com os meus testículos?". É difícil responder a essa pergunta em poucas palavras. Digamos que é uma história muito grande que termina comigo a devolvê-los. E é tudo o que lhe interessa. Eu e os seus testículos temos direito à nossa privacidade e peço-lhe que respeite isso. Deixe-se de perguntas estúpidas e intrusivas.
É com prazer que lhe comunico que os seus testículos não apresentam danos de maior e o seu estado é o que seria de esperar depois de cinco dias úteis separados do resto do seu corpo. Há uma possibilidade de continuarem a funcionar, como se estivessem a regressar de uma revigorante ida às termas lol
(a utilização da sigla "lol" em cartas formais não é habitual, mas, como deve compreender, não aguentei... Termas... lol... É normal que não perceba a piada, é uma private joke entre mim e os seus testículos. Eles perceberão)
No outro dia, alguém publicou no facebook esta frase de Mahatma Gandhi (o famoso escultor indiano):
"Às vezes só damos valor às coisas depois de as perdermos".
Encare esta experiência como um novo começo para a sua relação com os seus testículos. Não espero agradecimentos da sua parte pelo favor que lhe fiz ("obrigado", essa palavra tão simples mas infelizmente tão pouco utilizada) mas, por estranho que possa parecer, tenho a convicção de que ter-lhe arrancado os tomates à dentada foi o gesto mais bonito que alguém podia ter feito por si.
Despeço-me cordialmente com o desejo de que esta seja a última vez que o contacto para devolver partes do seu corpo e com as minhas felicitações pelo fim da sua castração temporária. Não é algo que aconteça todos os dias.
Com os melhores cumprimentos,
Senhor da austeridade
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A biblioteca de livros rejeitados
O meu segundo texto no Letra 1 sobre os factores extrínsecos do sucesso e do insucesso e sobre talentos que não vêm ao de cima. Apesar daquilo que se ouve em muitos discursos inspiradores de agradecimento em cerimónias de prémios não basta desejar muito uma coisa e lutar muito por ela para a conseguirmos. Há outras factores metidos ao barulho. Havia muito mais e melhor a dizer sobre isto, fica o meu contributo...
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O filho bastardo de uma Texas Instruments
Vítor Gaspar é o mais próximo possível daquilo que aconteceria se uma Texas Instruments e o Exterminador Implacável tivessem um filho.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Hot Jesus/Salazar
Depois do excelente desempenho de Diogo Morgado como "Hot Jesus" (que se seguiu a outros excelentes desempenhos como "Hot Salazar" e "Hot puto de 13 anos que tem um affair com professora de 40 e picos") fico à espera que convidem o José Carlos Pereira para fazer de Relatively Hot/Drunk Moisés depois de ter feito um transplante capilar numa grande produção.
Ou de Nelson Mandela. Não tem que ser sempre o Morgan Freeman.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Humor relviano
Vou ter saudades do Miguel Relvas, por ser o meu ministro e arquétipo de político asqueroso preferidos mas, principalmente, por causa das piadas do tipo "Miguel Relvas fez (uma coisa pequena) e teve equivalência a (uma coisa grande)".
Do tipo:
"Miguel Relvas foi de bicicleta para o trabalho e teve equivalência a cinco voltas à França"
"Miguel Relvas comeu um Mon Chèri e teve equivalência a Zé Pedro dos Xutos"
"Miguel Relvas apertou a bochecha a um bebé e foi condenado por pedofilia"
"Miguel Relvas comeu uma sardinha e teve equivalência a Oceanário"
"Miguel Relvas levou com uma maçã na cabeça e teve equivalência a Prémio Nobel da Física"
"Miguel Relvas masturbou-se a pensar na Angelina Jolie e teve equivalência a Brad Pitt"
...
Isto para dizer algumas de que me lembrei agora sem grande esforço... RIP
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O guru do combate ao desemprego
Tenho visto pessoas a utilizar os termos mais elogiosos possíveis para se referirem a Miguel Gonçalves, como "criativo", "guru do empreendedorismo" ou, e isto é verdade, "génio".
Até gostava de saber o que é que uma pessoa que se refere a Miguel Gonçalves como génio tem reservado para um Einstein, mas adiante.
Pelo que percebi, a "agência" dele, essa mãe de todas as startups que tem vindo a revolucionar o mercado português e o Mundo em geral, especializa-se em comunicação empresarial entre outras coisas vagas e generalistas mas absolutamente essenciais para o funcionamento de uma empresa.
Seria de esperar que um "génio" deste calibre percebesse de marketing, não era? Mas pelos vistos não. Foi associar a sua imagem (que é o seu produto, para usar a terminologia desse pensador) ao Miguel Relvas. O que na realidade portuguesa em termos de marketing é o equivalente a vestir uma farda das SS em Israel.
Salvaguardando as devidas distâncias, obviamente. O Miguel Relvas não é nazi. Neste ponto, há que fazer justiça ao homem, de todas as coisas abjectas que Miguel Relvas é, nazi não é uma delas. Também porque é difícil ser uma coisa que provavelmente não se sabe o que é. Mesmo assim, não ser nazi não lhe fica nada mal.
Diria mais, a grande qualidade de Miguel Relvas é não ser nazi (aqui está uma boa frase para colocar na lápide de Miguel Relvas. E já que estou numa de o elogiar e para que ninguém me acuse de ter utilizado uma falácia Reductio ad Hitlerum contra Miguel Relvas, devo acrescentar que tenho a certeza que mesmo que soubesse o que era um nazi e que os próprios nazis o deixassem ser nazi, Miguel Relvas não seria nazi.
Concluindo, se calhar não fazia mal a Miguel Gonçalves estar um bocadinho mais atento a política. O que, admito, não é fácil quando se trabalha 24 horas e pico por dia.
terça-feira, 2 de abril de 2013
"Paralelo nos cornos"
"Estarão as redes sociais a transformar-nos em bestas?" é a questão que coloco neste texto que escrevi para o Letra 1 depois de um desconhecido ter dito que me queria mandar com um "paralelo nos cornos". De certeza que também já se colocaram esta questão (eu pelo menos sei que me ando a transformar numa bela besta), por isso espero que gostem...
"Uma rede social permite-nos partilhar com o Mundo inteiro qualquer pensamento que nos passe pela cabeça por mais estúpido e mesquinho que seja. Uma espécie de porta de casa de banho gigante em que toda a gente escreve aquilo que lhe apetece com um marcador. Pelo meio pode aparecer um pensamento espirituoso ou até genial, mas 99,999% do conteúdo são coisas que passávamos bem sem ler."
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